Início Site Página 2

Daten lança IABox para processamento de dados e IA na ponta em operações críticas de segurança e defesa

Daten, empresa estratégica de defesa e uma das principais indústrias de computadores do Brasil, lança durante a LAAD Security Milipol Brazil 2026 a IABox, solução desenvolvida para levar capacidade computacional ao ambiente operacional de segurança e defesa, permitindo a integração com inteligência artificial (IA) em operações críticas. Baseada no conceito de edge computing e voltada a múltiplas aplicações do setor, a novidade é um Edge AI Gateway, um tipo de computador que funciona como uma base tecnológica para aproximar o processamento dos dados da ocorrência, reduzindo o tempo de latência entre a captura da informação e a geração de uma resposta. Com isso, amplia a autonomia e a capacidade analítica das equipes em campo, trazendo mais assertividade e agilidade à tomada de decisão, especialmente contextos em que segundos podem ser determinantes.

“A IABox foi criada para responder aos desafios crescentes do setor de segurança e defesa, que exige cada vez mais processamento local em cenários nos quais tempo de resposta, resiliência e continuidade operacional são fatores decisivos”, afirma Ian Vinhas, Gerente de Operações da Daten para Defesa. Segundo ele, em vez de depender exclusivamente de estruturas centralizadas, como centros de comando, ou de conectividade contínua com a nuvem, o equipamento permite que aplicações analíticas rodem mais perto do ponto de coleta das informações. “Isso torna a atuação dos agentes mais ágil e aderente à realidade de campo, garantindo maior robustez e resiliência, especialmente em ambientes críticos, áreas remotas ou com limitações de comunicação”, diz.

A solução é agnóstica em relação ao software de IA, o que significa que se adapta de acordo com a necessidade de cada projeto. Da mesma forma, o equipamento se conecta a diferentes tipos de câmeras, permitindo a análise de imagens e vídeos em tempo real diretamente no ponto de operação, viabilizando identificação de padrões e detecção de eventos que demandam decisões imediatas.

O equipamento pode ser instalado em viaturas, drones ou postos avançados para, em conjunto com softwares de IA, apoiar a leitura de placas de veículos com restrição, a identificação facial de suspeitos, a detecção de armas de fogo, o reconhecimento de situações de risco, enviando alertas em tempo real às equipes. A partir dessas detecções, também é possível gerar estatísticas que alimentam análises descritivas, diagnósticas, preditivas e prescritivas, ampliando a capacidade de planejamento e resposta.

Em aeroportos, terminais, regiões de fronteira e outros espaços públicos de circulação controlada, a solução pode fornecer suporte ao controle de acessos, ao monitoramento de áreas restritas e à resposta a ocorrências. A IABox também pode funcionar como base computacional para aplicações de vigilância perimetral, proteção de instalações estratégicas e apoio à consciência situacional em operações móveis.

“Mais do que uma aplicação específica, a IABox representa a infraestrutura que torna viável o uso de inteligência artificial no ambiente operacional, com flexibilidade e escala. Esse é um passo importante para a modernização da segurança e defesa pública, que viabiliza operações mais eficientes por meio da tecnologia. Com essa iniciativa, a Daten busca contribuir para a construção de um modelo mais preparado para os desafios contemporâneos de proteção da sociedade”, explica.

WPP Commerce estreia no VTEX DAY 2026 com dois estandes e conteúdos na Retail Media Area

A WPP Commerce estreia no VTEX DAY, levando ao maior evento de digital commerce do mundo uma atuação mais integrada e alinhada às demandas atuais do mercado. A edição de 2026 acontece nos dias 16 e 17 de abril, no São Paulo Expo, reunindo líderes globais, executivose empresas que impulsionam a transformação do varejo digital.

A participação inédita marca um novo momento da companhia, que passa a se posicionar como parceiraend-to-end para o digital commerce, com uma proposta que envolve construção, integração, otimização e aprimoramento de ecossistemas digitais ágeis. Durante o evento, a WPP Commerce estará presente em duas frentes estratégicas, com um estande de 24m²na West Village, voltado à apresentação institucional dos serviços, e outro espaço na Retail Media Area, com foco em soluções específicas para essa vertical, acompanhando o avanço desse modelo no Brasil.

A participação também inclui presença na agenda de conteúdo do evento, com uma palestra dedicada a retail media liderada por Bruno Mayer, Growth Director da WPP Commerce, além da participação de Felipe Macedo, CEO da companhia, no painel “Orquestrando a fragmentação:o papel das retail media networks”. As sessões devem reforçar o papel da empresa na construção de estratégias mais eficientes para marcas que buscam performance e relevância em ambientes digitais cada vez mais competitivos.

Segundo Felipe Macedo, a presença no VTEX DAY nesta nova fase reflete a evolução da empresa e a ambição de ampliar a atuação no mercado. “Estrear como WPP Commerce no VTEX DAY é um movimento importante para consolidar nosso posicionamento como parceiro estratégicode ponta a ponta no digital commerce. Queremos estar próximos das marcas, entender suas necessidades e contribuir com soluções que realmente gerem impacto no negócio”, afirma o CEO.

A expectativa é que a participação no evento contribua para fortalecer conexões comerciais e ampliar a visibilidade da marca em um ambiente que, ao longo dos anos, se consolidou como um dos principais pontos de encontro do ecossistema de comércio digital, reunindoconteúdo, networking e oportunidades reais de negócios em escala global.

Serviço

VTEX Day 2026

Datas: 16 e 17 de abril

Local: São Paulo Expo

Informações: vtexday.vtex.com

Algoritmos invisíveis: IA do marketing digital e as desigualdades de gênero

Quando uma mulher abre as redes sociais, o que os algoritmos decidem mostrar a ela? Segundo estudo de mestrado da MUST University (Flórida, EUA), a resposta revela um padrão preocupante: conteúdos sobre beleza, moda e consumo dominam o feed feminino, enquanto temas como carreira, tecnologia e finanças aparecem com muito menos frequência do que para os homens.

A pesquisa “O uso do marketing digital como instrumento de empoderamento feminino”, desenvolvida pela jornalista Monica Kulcsar como Trabalho de Conclusão do Master of Science in Digital Marketing, ouviu 134 mulheres e cruzou dados sobre comportamento algorítmico, vieses de inteligência artificial e percepção feminina sobre o ambiente digital.

Os resultados levantam uma questão central para o setor: se as plataformas digitais reforçam, sistematicamente, papéis de gênero através de seus sistemas automatizados, qual é a responsabilidade das marcas e dos profissionais de marketing que utilizam essas ferramentas?

O viés que os dados revelam

Os números do estudo são expressivos. Entre as participantes, 79,9% acreditam que algoritmos das plataformas tratam homens e mulheres de forma desigual. Ainda mais revelador: somente 3% concordam totalmente que as mulheres são mostradas de forma realista nas campanhas, que frequentemente trazem recomendações de conteúdo para mulheres mais centradas em aparência e consumo do que em carreira e tecnologia (79,3%).

“A tecnologia não é neutra. Algoritmos são treinados a partir de dados históricos, e esses dados carregam décadas de estereótipos de gênero. Quando um sistema aprende com esse passado, ele tende a reproduzi-lo e, muitas vezes, a amplificá-lo”, explica Monica.

O fenômeno, descrito na literatura como viés algorítmico, tem implicações que vão além das redes sociais. Estudos acadêmicos citados na pesquisa apontam que sistemas de aprendizado de máquina podem penalizar determinadas palavras em processos de recrutamento, reduzir a visibilidade de mulheres em anúncios de vagas de liderança e direcionar crédito e oportunidades financeiras de forma desigual por gênero.

Autonomia aparente: a armadilha da personalização

Um dos conceitos centrais da pesquisa é o de “autonomia aparente”: a sensação de liberdade de escolha que os usuários experimentam nas plataformas digitais, mas que, na prática, é condicionada por estruturas algorítmicas invisíveis que orientam comportamentos, desejos e percepções.

Aplicado ao universo feminino, isso significa que mulheres podem acreditar que estão escolhendo livremente os conteúdos que consomem, quando, na realidade, o ambiente digital foi calibrado para direcioná-las a determinados temas e afastá-las de outros.

“O empoderamento digital precisa ser examinado com cuidado. Plataformas oferecem visibilidade, mas também enquadram o que é visível. Se o algoritmo decide que mulheres devem ver mais conteúdo sobre dietas e menos sobre investimentos, ele está, silenciosamente, reforçando uma estrutura de desigualdade”, avalia a pesquisadora.

Mulheres percebem a falta de ética

O dado que talvez mais chame a atenção das equipes de marketing e tecnologia é o nível de percepção crítica das participantes. A maioria das mulheres ouvidas na pesquisa, com alto nível de escolaridade e acesso diário intenso às redes sociais, demonstra consciência sobre a mediação algorítmica de suas experiências.

Ao mesmo tempo em que apontam os problemas, as respondentes não rejeitam a tecnologia: reconhecem os benefícios da personalização digital e valorizam marcas que a utilizam de forma ética, transparente e com governança de dados sensível às questões de gênero.

Para a pesquisadora, esse é um sinal claro de oportunidade. “Há um público feminino informado, crítico e disposto a se relacionar com marcas que usem a tecnologia com responsabilidade. O desafio e a oportunidade para o setor são desenvolver estratégias que trabalhem com os algoritmos, não contra as mulheres.”

O que isso exige das marcas e plataformas

A pesquisa aponta caminhos concretos. Entre as recomendações que emergem dos dados, destacam-se a realização de auditorias regulares dos sistemas de segmentação para identificar vieses de gênero; a diversidade nas equipes de desenvolvimento de IA e curadoria de conteúdo; a adoção de critérios éticos na definição de públicos e na escolha de formatos; e a transparência com as usuárias sobre como seus dados são utilizados.

“Não basta uma campanha bonita em março. O compromisso com o empoderamento feminino precisa estar embutido nas decisões técnicas, nos modelos de dados e na cultura organizacional. Caso contrário, a tecnologia que deveria ampliar a autonomia das mulheres acaba sendo mais um obstáculo”, conclui Monica.

E-commerce farmacêutico cresce, mas é a logística que decide quem fica de pé

O crescimento do e-commerce farmacêutico no Brasil deixou de ser tendência para se tornar realidade concreta e mensurável. Dados da Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma)mostram que, entre novembro de 2024 e outubro de 2025, o varejo farmacêutico movimentou R$ 114,87 bilhões, com alta de 13,82% em relação ao período anterior, impulsionado principalmente pelos medicamentos, com destaque para os genéricos e os produtos isentosde prescrição. O canal digital avançou em ritmo ainda mais acelerado, crescendo mais de 50% e alcançando faturamento superior a R$ 20 bilhões. Esses números confirmam a maior adesão do consumidor ao online, e revelam uma mudança definitiva na forma como asfarmácias se relacionam com seus clientes.

A consolidação do e-commerce farmacêutico está diretamente ligada à busca por conveniência, personalização, integração de serviços e lojas físicas de alta densidade. O consumidor espera encontraro produto certo, no momento certo, com informações claras e entrega rápida, especialmente quando se trata de saúde. Nesse contexto, a logística deixa de ser um tema operacional de bastidor e passa a ocupar papel estratégico. Não basta vender bem no digitalse a entrega falha, atrasa ou compromete a qualidade do produto. No varejo farmacêutico, logística eficiente é sinônimo de confiança.

Com o aumento expressivo dos pedidos online existe uma pressão para que as operações logísticas sejam mais ágeis, precisas e escaláveis. Entregas no mesmo dia, rastreamento em tempo real ecumprimento rigoroso das normas sanitárias se tornam requisitos básicos, não diferenciais. Ao mesmo tempo, operar com estruturas rígidas e frotas próprias infladas pode gerar custos elevados e baixa flexibilidade, especialmente em períodos de variação de demanda.É por isso que modelos logísticos mais dinâmicos, baseados em redes flexíveis de entrega, ganham espaço ao permitir ajustes rápidos de capacidade, melhor aproveitamento de recursos e maior capilaridade urbana.

A transformação digital do setor farmacêutico reforça ainda mais essa necessidade. Com investimentos bilionários projetados em inteligência artificial ao longo da próxima década, as farmáciascaminham para assumir um papel como hubs de saúde, integrando dados, serviços e experiências. A tecnologia aplicada à logística contribui para padronizar processos, reduzir falhas, otimizar rotas e aumentar a previsibilidade das operações. Quando bem integrada,ela conecta o ponto de venda ao consumidor final de forma fluida, garantindo eficiência sem abrir mão da segurança.

Na prática, isso significa conseguir escalar entregas em diferentes regiões sem a necessidade de ampliar frotas próprias, ajustar rapidamente a capacidade logística em datas sazonais ou picosde demanda e reduzir a ociosidade operacional. Também representa menor custo por entrega e maior velocidade no atendimento, fatores decisivos para a fidelização do cliente no ambiente digital. O avanço do e-commerce farmacêutico é irreversívele o crescimentosustentável depende da capacidade das operações de acompanhar o ritmo com inteligência logística. Quem entender que logística não é apenas custo, mas parte essencial da experiência e da estratégia, estará mais preparado para atender à demanda crescente, mantereficiência operacional e fortalecer a relação de confiança com o consumidor. No varejo farmacêutico digital, não vence apenas quem vende mais, mas quem entrega melhor.

*Norton Canali é diretor comercial daEuEntrego.com, logtech que conecta varejistas com a maior rede de entregadores autônomos do Brasil. – E-mail:euentrego@nbpress.com.br.

Conselho de IA da Qlik alerta empresas para se prepararem para a parte mais difícil da IA

AQlik® traz um alerta à ação de seu Conselho de IA sobre as mudanças que as empresas devem se preparar conforme a IA avança se aprofunda no apoio à tomada de decisão, na execução de fluxos de trabalho e nas operações do dia a dia.

A mensagem do Conselho é clara: a próxima fase da IA será moldada por forças que muitas organizações ainda estão subestimando.A avaliação e a prestação de contas terão mais peso. Os ambientes regulatórios continuarão se fragmentando. A qualidade do raciocínio enfrentará um escrutínio maior. A rotatividade de modelos e interfaces continuará. As escolhas de arquitetura determinarãoa rapidez com que as empresas poderão se adaptar sem precisar se reinventar repetidamente.

“A IA está entrando em uma fase mais difícil e com mais consequências”, afirma Mike Capone, CEOda Qlik. “As conversas fáceis já ficaram para trás. O acesso a modelos poderosos é generalizado. A questão mais difícil é se a IA consegue operar dentro das condições reais de um negócio, com dados confiáveis, raciocínio responsável, exigências regulatóriasem evolução e a flexibilidade necessária para continuar se adaptando conforme o mercado muda.”

Cinco pontos de vista sobre o que as empresas devem preparar

“Muitas organizações ainda tratam a governança como um conjunto de documentos”, diz a Dra. Rumman Chowdhury, líder em IAresponsável, engenheira, auditora e investidora. “Essa abordagem falhará sob pressão real. Conforme a IA se aproxima mais das decisões e das ações, a confiança dependerá de evidências. A avaliação precisa ocorrer de forma contínua, em condições reais, comsinais claros de quando os sistemas são confiáveis e quando não são.”

“A próxima divisão da IA será moldada por poder, acesso e dependência”, diz Nina Schick, Autora, Conselheira e Fundadorade uma Consultoria de IA. “A inteligência está sendo industrializada, concentrada e contestada ao mesmo tempo. Os líderes precisam pensar além das decisões sobre ferramentas e se concentrar em saber se suas organizações foram estruturadas para se adaptar conformea configuração da economia da IA se transforma.”

“A fragmentação regulatória está se tornando uma realidade operacional para empresas globais”, afirma Kelly Forbes, Co-Fundadorae Diretora-Executiva do AI Asia Pacific Institute. “Diferentes mercados estão avançando em velocidades distintas, com expectativas diferentes em relação à transparência, impacto no trabalho, supervisão e uso aceitável. As empresas que conseguirem escalar comeficácia tratarão coordenação e adaptabilidade como capacidades centrais desde o início.”

“Um resultado fluente ainda pode refletir um raciocínio superficial”, diz Michael Bronstein, Professor de Inteligência Artificialda DeepMind na Universidade de Oxford. “Os sistemas que importam nos negócios serão aqueles capazes de trabalhar com estrutura, relações e restrições. É o contexto que torna a inteligência útil dentro de uma organização real.”

“A camada de modelos continuará mudando mais rápido do que a maioria dos ciclos de planejamento corporativo”, afirma MarkRelph, Diretor de Go-To-Market (GTM) de Dados e IA na AWS. “As empresas devem partir do princípio de que novos modelos, novos assistentes e novos padrões de orquestração continuarão surgindo. A escolha mais duradoura é permanecer aberto, governado e prontopara adotar o que funciona sem reformular todo o sistema a cada vez.”

Tomadas em conjunto, as perspectivas do conselho apontam para um padrão mais exigente de prontidão para IA. As empresasprecisarão de sistemas que resistam ao escrutínio, operem com contexto confiável, incorporem modelos melhores conforme surgirem e permaneçam úteis à medida que as condições de negócios, regulatórias e técnicas continuem mudando.

Essa perspectiva orientará uma conversa mais ampla no Qlik Connect® 2026, onde a Qlik anunciará um conjunto coordenado delançamentos focados em analytics agêntico, bases de dados abertas e reutilizáveis, confiança operacional e implementação preparada para soberania. Em conjunto, esses anúncios refletem uma visão prática do que a IA corporativa exige agora: útil sob pressão,explicável quando questionada e adaptável conforme as condições mudam.

O que precisa ser aprendido sobre a Coreia além do varejo

Nos anos 1960 o Brasil era maior, mais rico e mais estruturado do que a Coreia do Sul, que permanecia ainda rural, pobre e devastada pela guerra com seu vizinho do Norte. Porém a Coreia decidiu desenvolver um projeto de Nação, enquanto no Brasil somos a continuidade de projetos até a próxima eleição.

No período de 60 anos, a Coreia construiu uma das maiores transformações econômicas da história moderna num projeto estratégico próprio apoiado principalmente na educação, com o desenvolvimento econômico interno mirando o mercado externo e integrando governo e setor empresarial para torná-lo efetivo e real.

O projeto teve 3 pilares estratégicos claros:

a. Educação, como infraestrutura econômica, formando capital humano antes de formar consumo.

b. Industrialização orientada ao mercado interno e exportação com a criação dos conglomerados globais, os Chaebols

c. Coordenação do Estado com setor empresarial com uma estratégia de longo prazo.

O conjunto desses elementos formou um país que, com uma população de pouco mais de 50 milhões de habitantes e importantes limitações naturais, tornou-se uma das 12 maiores economias do mundo e com PIB per capita 3,4 vezes maior que o do Brasil nesse período.

Seguramente vale melhor conhecer para inspirar e aprender.

Aspectos diferenciados no varejo e consumo coreanos

Na Coreia o que vemos no varejo é também reflexo dessa visão estratégica e se traduz em três obsessões nacionais envolvendo eficiência, velocidade e sofisticação.

Os exemplos dos ecossistemas criados a partir do varejo são marcantes como a Lotte, atuando com lojas de departamento (Lotte Department Store), supermercados (Lotte Mart), operações duty free e e-commerce.

O Shinsegae Group opera lojas de departamentos, cash and carry (Traders), supercenters (E-Mart) e SSG no e-commerce, além do conceito No Brand, lojas apenas de marca própria. E sempre com a característica de importar os conceitos desenvolvidos em outros países e reinterpretá-los à moda coreana.

O Hyundai Group opera lojas de departamento que se mesclam com shoppings centers, reconfiguradas para incorporar muitos serviços, experiências e um posicionamento premium que faz com que sua principal loja em Seul tenha 350 operações de foodservice integradas no seu complexo.

Nos formatos de lojas menores de conveniência, algo cuja densidade é marcante por lá, destaca-se a GS Retail, com mais de 18 mil lojas GS25. Já a BGF Retail opera a Convenience for You (CU), com perto de 19 mil lojas, num modelo de negócio próprio com adesão de lojas individuais.

No e-commerce, operado por todos os principais ecossistemas varejistas, são destaques a Coupang – caracterizada como a Amazon da Coreia – e a Naver, principal plataforma digital por lá.

Chama muito a atenção a proposta da Kakao, um ecossistema que tem na Kakao Talk seu principal instrumento de integração e envolvendo messaging, pagamentos, varejo e outros serviços integrados digitalmente, em muito similar ao que se desenvolveu na China com Tencent e seus WeChat e WePay.

Merece também destaque a Oliver Young, que é o mais importante operador envolvendo saúde, beleza, cosmética e cuidados pessoais, e que se tornou um símbolo da Coreia moderna.

E vale sempre lembrar que as marcas coreanas, especialmente de eletrônicos e cosméticos, estão entre as precursoras globais em sua estratégia de DTC, ou seja, na chegada direta ao consumidor final com conceitos físicos e digitais.

K-culture como posicionamento global

Tudo que envolve a K-culture se transformou numa plataforma global de exportação da cultura, costumes, moda, música e conceitos da Coreia e como parte do projeto estratégico. E com penetração marcante especialmente entre os segmentos mais jovens em todo mundo ocidental.

Em muitos outros aspectos, a K-culture tem papel importante no posicionamento global da Coreia e atrai recursos, interesse e uma inegável simpatia gerando crescente proximidade e identidade cultural.

Mas sempre é fundamental identificar que essa expansão e interesse não são obra do acaso, mas sim algo planejado e desenvolvido com a finalidade de apoiar a expansão econômica global dos Chaebols.

O que se aprende com quem cresce muito mais rápido e de forma consistente?

A história recente da Coreia não é apenas um caso de sucesso econômico. É um caso de escolhas. De priorizar educação. De pensar no longo prazo. De alinhar interesses. De competir globalmente. E, principalmente, da escolha de executar com consistência e integração.

Isso é o que mais deveria nos provocar porque mostra que não se trata de capacidade. Trata-se de decisão.

E o Brasil?

Precisamos, urgentemente, responder a uma pergunta simples: O que queremos ser como Nação? Sem essa resposta, continuaremos avançando em ciclos curtos, com ganhos pontuais e consistentes perdas estruturais e sociais. Com recursos naturais e humanos em abundância e potencial desperdiçados pela falta de visão, direção e a inconsequente polarização.

Vale refletir. E agir. O setor empresarial tem muito por fazer, apoiar e se envolver. Só não deve se omitir e depois lamentar.

Imersão na Coreia e NRF Asia Pacific

De 26 de maio a 4 de junho, a Gouvêa Experience e a sua parceira Spheria Global realizarão a imersão Ásia – Coreia do Sul + Singapura, uma jornada executiva internacional que leva líderes brasileiros de varejo, consumo, serviços e tecnologia para uma experiência imersiva nos mercados mais inovadores do mundo. O programa reúne conteúdo estratégico, visitas técnicas e participação em um dos principais eventos globais do setor, a NRF Asia Pacific 2026.

Ao longo de 10 dias, os participantes vivenciam, na prática, operações de varejo, tecnologias emergentes, modelos de negócio e experiências de consumo que estão moldando o futuro do setor em escala global em uma jornada com visitas técnicas, study tours na Coreia do Sul e em Singapura, com curadoria especializada da equipe Gouvêa Experience.

Empreendedora aposta em brechó e live commerce para transformar desapegos em negócio de sucesso

O crescimento da economia circular e a consolidação do live commerce estão redesenhando o varejo no Brasil, especialmente no segmento de moda e decoração. Impulsionados por mudanças no comportamento do consumidor e pela digitalização das vendas, modelos baseados no reaproveitamento de peças e na interação em tempo real ganham espaço e criam novas oportunidades de empreendedorismo.

Levantamento do SEBRAE aponta que o mercado de produtos de segunda mão vem registrando expansão acima do varejo tradicional, refletindo uma demanda crescente por alternativas mais econômicas e sustentáveis. Ao mesmo tempo, o live commerce, formato que combina transmissão ao vivo com vendas online, apresenta taxas de conversão superiores às do e-commerce convencional, segundo análises da McKinsey & Company.

É nesse contexto que se insere a trajetória da empreendedora Herida Demio. Natural de Belém, ela se mudou para Curitiba há cinco anos e encontrou no segmento de brechós uma alternativa de geração de renda após um período de instabilidade financeira e desafios pessoais.

Antes de empreender, Herida atuava no setor hoteleiro. A entrada no universo da moda aconteceu de forma gradual, a partir da revenda de acessórios. Com o tempo, passou a garimpar peças e estruturou seu negócio com foco em brechó, incorporando as transmissões ao vivo como principal canal de vendas.

“Comecei testando formatos e entendendo o que funcionava. As lives acabaram se tornando o meio de contato com o público e de crescimento do negócio”, afirma.

Com a consolidação das vendas online, a empreendedora ampliou a operação e abriu uma loja física em Curitiba. O espaço, batizado de Desapegue com Herida, está localizado no bairro Mercês e reúne itens de moda feminina, masculina e infantil, além de peças de decoração.

A estrutura marca a evolução do negócio, que hoje opera de forma integrada entre o digital e o presencial. Além de vender peças próprias, Herida também passou a realizar lives terceirizadas para pessoas que precisam vender itens diversos, como em casos de mudança de cidade ou grande volume de desapegos. Nesses formatos, ela é responsável pela curadoria, apresentação e condução das vendas ao vivo, atuando como parceira no processo.

O modelo combina loja física, presença digital e prestação de serviço, ampliando as possibilidades de monetização e acompanhando uma tendência do varejo mais flexível, baseada em relacionamento direto com o público e múltiplos canais de venda.

Hoje, Herida atua no segmento de moda circular com foco na revenda de peças e na construção de uma audiência digital, em um modelo alinhado à mudança no comportamento do consumidor brasileiro, cada vez mais atento a alternativas de consumo, reaproveitamento e custo-benefício.

A expectativa, segundo especialistas, é de que tanto o mercado de segunda mão quanto o live commerce continuem em expansão nos próximos anos, impulsionados pela digitalização e por uma agenda cada vez mais orientada à redução de desperdícios.

Nesse cenário, iniciativas independentes e modelos mais flexíveis de empreendedorismo tendem a ganhar força, especialmente entre pequenos negócios que utilizam as redes sociais como principal canal de venda e relacionamento.

Instacart adquire a Instaleap para acelerar a expansão global de sua plataforma enterprise

A Instacart (NASDAQ: CART), líder em tecnologia para supermercados na América do Norte, anunciou hoje a aquisição da Instaleap, uma plataforma global de serviços e soluções de fulfillment que capacita varejistas a otimizar e escalar suas operações online. O movimento reforça a estratégia da companhia de apoiar varejistas na evolução de suas operações omnichannel, integrando loja física, e-commerce e logística.

A Instaleap estabeleceu relacionamentos com quase 100 varejistas e marketplaces fora da América do Norte, incluindo redes presentes no Brasil como GPA, Tenda e Mambo, além de grupos internacionais como Cencosud, Continente e Jerónimo Martins. Na prática, a aquisição da Instaleap fortalece a capacidade da Instacart de expandir a oferta de um serviço completo de compras de supermercado para mais varejistas fora da América do Norte, por meio do alcance global da Instaleap (com operações em quase 30 países e mais de 100 milhões de pedidos processados).

“Vemos um interesse crescente dos varejistas por tecnologias que simplifiquem a operação e melhorem a experiência do consumidor, tanto no online quanto dentro das lojas”, afirma Ryan Hamburger, Diretor Comercial da Instacart. “Com a Instaleap, ampliamos nossa presença internacional e fortalecemos nossa capacidade de apoiar varejistas e consumidores em diferentes regiões”, complementa o executivo.

Para a Instaleap, a integração representa ganho de escala e aceleração do desenvolvimento tecnológico. “Construímos nossa plataforma com foco nas necessidades reais da operação dos varejistas, desde a gestão de pedidos até a entrega do produto. Ao nos unirmos à Instacart, ampliamos esse impacto com mais investimento e alcance global”, diz Antonio dos Santos Nunes, CEO e cofundador da Instaleap.

Neste primeiro momento, a Instaleap seguirá operando como subsidiária integral da Instacart, garantindo continuidade para os clientes atuais. Ao longo do tempo, a expectativa é integrar gradualmente as soluções (que incluem Ecommerce, Connected Stores, Retail Media, IA e soluções de Dados) das duas empresas, ampliando a oferta para o varejo.

O portfólio da Instacart inclui tecnologias voltadas tanto para o ambiente digital quanto para as lojas físicas. Entre elas estão o Storefront Pro, plataforma de e-commerce utilizada por mais de 380 varejistas; o Carrot Ads, solução que permite aos supermercados gerar receita adicional com publicidade digital; os Caper Carts, carrinhos inteligentes com tecnologia de IA que tornam a jornada de compra mais ágil e personalizada; e o FoodStorm, sistema de gestão de pedidos para áreas de perecíveis, que conecta compras online à preparação em loja.

A aquisição reforça o movimento de digitalização do varejo alimentar, com foco em eficiência operacional, integração de canais e melhoria da experiência do consumidor, pontos cada vez mais centrais para a competitividade do setor. Para mais informações sobre a plataforma Instacart Enterprise, visite: https://www.instacart.com/company/retailer-platform.

Biometria facial avança no varejo brasileiro para autenticação de pagamentos e prevenção a fraudes

O crescimento das transações digitais e o aumento das tentativas de fraude têm levado empresas do varejo a buscar novas formas de autenticação que combinem segurança e agilidade na experiência de compra. Nesse cenário, o reconhecimento facialcomeça a ganhar espaço como alternativa para validar a identidade de consumidores em pagamentos, cadastros e acessos a aplicativos.

A tecnologia já é utilizada em diferentes setores, especialmente no sistema financeiro, onde bancos e instituições adotam biometria facial para confirmar a identidade de clientes antes de autorizar transferências, pagamentos ou alteraçõescadastrais. No varejo, no entanto, a aplicação ainda começa a ganhar escala.
De olho nesse movimento, a startup catarinense Deconve desenvolveu o FaceMatch, solução voltada à validação de identidade e prevenção a fraudes em ambientes físicos e digitais. Embora o reconhecimento facial já seja utilizado nopaís, a proposta da empresa foi adaptar a tecnologia para a realidade operacional do varejo brasileiro, permitindo uma adoção mais simples em lojas físicas e operações de grande volume.
“A solução captura a imagem do rosto no momento da compra ou do acesso ao serviço e realiza a verificação automática da identidade do usuário. Dependendo do cenário, essa comparação pode ser feita com um cadastro já existente ou utilizadapara validar a identidade de novos clientes”, explica Rodrigo Tessari, CEO da Deconve.
Como a tecnologia funciona na prática?Segundo a empresa, o sistema pode ser aplicado em diferentes etapas da jornada do consumidor, incluindo autenticação de pagamentos no ponto de venda, validação de identidade em aplicativos, processos de onboarding digital e abertura decrediário.

“Uma das aplicações é a chamada documentoscopia digital no momento do cadastro, em que o reconhecimento facial confirma se a pessoa que está abrindo o crédito é realmente o titular dos documentos apresentados. A tecnologia também permitepagamentos por reconhecimento facial, nos quais o cliente apenas olha para a câmera para autorizar a compra, sem necessidade de senha ou cartão”, complementa Tessari.

Para aumentar a segurança das validações, o FaceMatch incorpora mecanismos de prova de vida (liveness), capazes de identificar tentativas de fraude com fotos, vídeos ou máscaras. De acordo com a empresa, cerca de 90% dasautenticações são aprovadas em menos de um segundo, permitindo que o processo aconteça sem interromper a experiência de compra.

Atualmente, a solução possui processa mais de 2 milhões de autenticações por mês, o equivalente a mais de 20 milhões de biometrias por ano.

O impacto da adoção de reconhecimento facial em grande escalaHavan, uma das maiores varejistas do Brasil e com forte operação no sul do país, implementou a tecnologia da startup em sua rede para autenticação de pagamentos realizados com o cartão próprio da marca. “O Deconve FaceMatch éempregado para autenticar pagamentos por meio de reconhecimento facial em todas as nossas unidades, oferecendo alta assertividade e resposta rápida”, afirma Alexsandro Eloi Venâncio, gerente de sistemas da companhia.

A solução é utilizada principalmente para prevenir diferentes modalidades de fraude comuns no varejo, como autofraude — quando o próprio cliente contesta posteriormente uma compra —, fraude familiar e casos de roubo de identidade. De acordo comdados da empresa, nesse ambiente o sistema registra 96% de aprovação na primeira tentativa e 98% em até duas tentativas de autenticação.

Outro efeito relevante da tecnologia é a mudança no comportamento de pagamento dos consumidores, que passam a não depender mais do cartão físico para concluir suas compras. Atualmente, apenas 5,89% das transações realizadas com o cartãoHavan exigem o uso do cartão e senha, enquanto a grande maioria já é autenticada exclusivamente por biometria facial. Na prática, isso indica uma migração consistente para um modelo de pagamento mais fluido e invisível, no qual o processode autenticação ocorre de forma quase imperceptível para o cliente, reduzindo atritos no ponto de venda e acelerando o atendimento.

Entre os diferenciais da solução está a possibilidade de operar mesmo sem conexão com a internet, permitindo que processos de autenticação e autorização de compras continuem funcionando normalmente em caso de instabilidade derede, reduzindo custos operacionais e oferecendo uma melhor experiência de compra aos clientes. A tecnologia também foi projetada para simplificar a adoção no varejo, podendo ser integrada diretamente ao sistema de ponto de venda eoperar utilizando apenas uma webcam.

Como o reconhecimento facial envolve dados sensíveis, a empresa afirma que a solução segue o princípio de retenção mínima de informações, mantendo registros apenas pelo tempo necessário para verificação de identidade eprevenção a fraudes. Após esse período, os dados passam por descarte automático por meio de exclusão segura em até 30 dias, prazo utilizado para auditoria de transações.

A biometria capturada também não é armazenada como imagem. O sistema converte o rosto em um template biométrico, uma representação matemática que reduz a sensibilidade do dado e impede que a identidade da pessoa seja reconstruídaa partir dessas informações.

Para Tessari, o uso do reconhecimento facial tende a se expandir à medida que empresas buscam oferecer experiências mais rápidas e seguras para os consumidores. “Como visto, o reconhecimento facial aplicado ao varejo permite validara identidade do cliente de forma rápida e segura, sem interromper a experiência de compra. A proposta da tecnologia é tornar o processo de autenticação mais eficiente tanto para o consumidor quanto para as empresas”, conclui.

Análises com IA ganham espaço entre vendedores de marketplaces no Brasil com iniciativa da JoomPulse e Alexandre Nogueira

Em meio à crescente competição no e-commerce brasileiro, vendedores estão recorrendo cada vez mais a dados para decidir o que vender, como precificar e onde competir. Uma nova parceria entre a JoomPulse, plataforma de análise baseada em inteligência artificial, e o especialista em marketplaces Alexandre Nogueira busca acelerar esse movimento. 

A JoomPulse, que já atende mais de 30 mil vendedores no Mercado Livre, anunciou uma colaboração com Nogueira — fundador da Universidade Marketplaces — para capacitar vendedores brasileiros a utilizar dados e inteligência artificial na tomada de decisões. Como parte da iniciativa, Nogueira liderará uma turnê nacional por 12 cidades ao longo de 2026, com expectativa de alcançar entre 1.500 e 2.000 vendedores. 

O Brasil é o maior mercado de e-commerce da América Latina, com vendas online que alcançaram US$ 35 bilhões em 2024 e projeção de ultrapassar US$ 113 bilhões até 2029. Com a expansão do setor, porém, a competição se torna mais complexa — com margens mais apertadas, aumento de custos e maior saturação de produtos.

“Em muitos casos, os vendedores ainda escolhem produtos com base na intuição — e é aí que perdem dinheiro”, afirma Alexandre Nogueira. “Entender demanda, concorrência e margens reais deixou de ser diferencial e passou a ser essencial para quem quer se manter competitivo”.

Por meio da parceria, os vendedores serão treinados para usar dados na identificação de categorias com maior potencial, antecipação de tendências antes do pico, cálculo de margens reais após taxas e custos logísticos, além do monitoramento de preços da concorrência em tempo real.

A iniciativa levará treinamentos presenciais para cidades como Curitiba, Salvador, Brasília, São Paulo, Recife e Joinville, além de polos emergentes do e-commerce como Bauru, Araçatuba, Limeira e Franca — refletindo a expansão dos negócios em marketplaces para além dos grandes centros.

Para a JoomPulse, o movimento faz parte de um esforço mais amplo para democratizar o acesso a ferramentas baseadas em dados entre pequenos e médios vendedores.
“O acesso a dados de qualidade ainda é desigual no ecossistema de sellers”, afirma Ivan Kolankov, CEO da JoomPulse. “Nosso objetivo é reduzir essa diferença, permitindo que mais vendedores tomem decisões informadas — e não apenas grandes operações.”