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DHL fortalece sua posição no Brasil em meio às mudanças no comércio global

O Brasil entra em uma nova fase de relevância global à medida que empresas diversificam cadeias de suprimentos, reequilibram rotas comerciais e investem em estratégias de “nearshoring” e regionalização. Como resultado, o Grupo DHL classificou o país como um dos seus mercados prioritários no mundo (Geographic Tailwind), beneficiado por vetores estruturais de longo prazo, e não por ciclos de curto prazo. Com base nesse movimento, as 3 unidades presentes no Brasil; DHL Express, DHL Supply Chain e a DHL Global Forwarding se reuniram em São Paulo, em 4 de março, para reforçar a presença no país, ampliando suas capacidades e apoiando os clientes diante das transformações do comércio global e do aumento da complexidade regulatória.

Brasil demonstra resiliência em um cenário global de comércio em transformação

Com um mercado doméstico resiliente, forte base industrial e aumento da demanda global por produtos brasileiros, o país se consolida como um hub estratégico para empresas que buscam estabilidade e acesso ao comércio internacional. Esse impulso é reforçado à medida que empresas aceleram estratégias de nearshoring e regionalização para reduzir a dependência de um único país, apoiadas por investimentos domésticos e estrangeiros e por um mercado de trabalho robusto. Ao mesmo tempo, as cadeias globais de suprimentos passam por diversificação além da China, criando novas oportunidades para o Brasil fortalecer conexões com Europa, Ásia e mercados da América Latina.

DHL Express: apoiando a expansão das PMEs e o crescimento industrial brasileiro

A DHL Express observa forte demanda das 22 milhões de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) brasileiras, menos de 1% dessas empresas exportem atualmente. O interesse pela internacionalização cresce cada vez mais para não depender apenas da economia brasileira, e sim ter a oportunidade de mais de 220 países e territórios. O Programa Acelera, tem a parceria do SEBRAE e oferece programas educativo, um portal didático com informações relevantes de mercado, oferece consultoria gratuita às empresas em qualquer etapa do processo e suporte aduaneiro na exportação e importação. “O Brasil não apenas participa do comércio global; ele ajuda a moldá-lo. O que torna o país especialmente estratégico é a força e a ambição do setor de MPMEs, que impulsiona nova demanda por internacionalização, expertise aduaneira e logística com previsibilidade. À medida que essas empresas expandem além das fronteiras brasileiras, contam com a DHL Express para obter agilidade, orientação e confiabilidade necessárias para competir globalmente”, afirmou Andrew Williams, CEO da DHL Express Américas.

O Brasil é um país importador e oferece solução porta a porta para cargas aéreas. A DHL Express é pioneira em ter seu próprio armazém alfandegado em Viracopos. Em uma estrutura de mais 10.828m2 com operação 24 x7, possui capacidade de manusear 3.000 peças/hora e armazenagem para mais de 7 mil remessas e com o diferencial de  um dia free, ou seja,  o 1º dia de armazenagem sem custo aos importadores.

Além disso, a DHL Express planeja investir R$ 118 milhões nos próximos anos para ampliar gateways, fortalecer a conectividade aérea doméstica e abrir aproximadamente 75 novas lojas no país até 2030.

DHL Supply Chain: expansão de infraestrutura e capacidades setoriais

O Brasil ocupa a posição central na estratégia de crescimento da DHL Supply Chain, com um plano regional de investimentos de €500 milhões para o período de 2023 a 2028, dos quais um terço será destinado ao Brasil (aproximadamente R$ 1 bi). Esse capital será direcionado ao fortalecimento dos setores de saúde, e-commerce, tecnologia, automotivo e bens de consumo.  Além disso, a empresa amplia o DHL Fulfillment Network, solução compartilhada de armazenagem, distribuição e logística reversa para e-commerce, com novas unidades em Cajamar e Brasília, voltadas à integração ágil, capacidade flexível e entregas em todo o país.

“O Brasil combina escala, demanda e conectividade regional como poucos mercados. A DHL Supply Chain está ampliando sua infraestrutura, automação e capacidades específicas por setor para ajudar clientes a vencer em um mundo mais complexo”, disse Agustín Croche, CEO da DHL Supply Chain América Latina. “Nosso compromisso é de longo prazo – estamos construindo a espinha dorsal logística que sustentará a próxima década de crescimento do Brasil.”

Com grandes operações em Extrema- MG e um campus em desenvolvimento em Jundiaí – SP, a DHL Supply Chain posiciona estoques mais próximos dos polos de consumo e produção, permitindo cadeias de suprimento mais rápidas e resilientes.

DHL Global Forwarding: flexibilidade e resiliência em um comércio global redesenhado

À medida que rotas comerciais globais mudam e tarifas evoluem, o Brasil deixa de ser apenas um mercado de destino final e passa a atuar como hub regional de redistribuição, conectando cargas da Ásia e da Europa a Chile, Argentina, Colômbia e outros mercados latino-americanos. Guarulhos oferece conexões rápidas por voos de passageiros, enquanto Viracopos concentra cargas de alto volume e dimensões especiais, formando um sistema dual de hubs que mantém as cargas dentro da zona aeroportuária e reduz tempos de permanência, custos e riscos.

A DHL Global Forwarding apoia empresas brasileiras na construção de resiliência por meio de soluções multimodais, planejamento de cenários e visibilidade em tempo real. Com mais de 600 voos internacionais por mês, a companhia consegue consolidar embarques, criar novas rotas e ampliar a capacidade exportadora regional. Esse modelo fortalecido de hubs, aliado à expertise aduaneira da DHL Global Forwarding, oferece maior flexibilidade de rotas, mais estabilidade e previsibilidade para enfrentar a volatilidade global.

“Indústrias em crescimento no Brasil, de data centers e novas energias à manufatura avançada, avançam em ritmo acelerado e precisam de parceiros logísticos capazes de acompanhar essa velocidade”, afirmou Erik Meade, CEO da DHL Global Forwarding Latam“Estamos ampliando nossas capacidades para oferecer a esses setores a flexibilidade, visibilidade e confiabilidade necessárias para operar em um cenário global em constante transformação.”

À medida que o Brasil fortalece seu papel nas cadeias globais de suprimentos, os investimentos da DHL Global Forwarding em visibilidade, compliance e capacidade multimodal ajudam clientes a competir mesmo diante das incertezas.

Uma abordagem unificada da DHL para um Brasil em transformação

Em todas as divisões, a DHL sincroniza investimentos para apoiar o crescimento econômico de longo prazo do Brasil. Do apoio à internacionalização das PMEs à gestão dos fluxos complexos de grandes indústrias e da logística crítica de saúde, a empresa transforma a volatilidade global em vantagem competitiva regional.

DHL – A empresa logística para o mundo

A DHL é a marca global líder na indústria logística. Nossas divisões oferecem um portfólio incomparável de serviços, que incluem desde a entrega de encomendas nacionais e internacionais, soluções de envio e gestão (fulfillment) para e-commerce, remessas expressas internacionais, transporte terrestre, aéreo e marítimo, até a gestão da cadeia de suprimentos industrial. Com cerca de 400.000 funcionários em mais de 220 países e territórios, a DHL conecta pessoas e empresas de forma segura e confiável, possibilitando fluxos comerciais sustentáveis em nível global. Com soluções especializadas para mercados e indústrias em crescimento – incluindo tecnologia, ciências da vida e saúde, engenharia, manufatura e energia, mobilidade automotiva e varejo –, a DHL se consolida como “A empresa logística para o mundo”.

A DHL faz parte do DHL Group, que registrou uma receita de aproximadamente 84,2 bilhões de euros em 2024. Com práticas empresariais sustentáveis e um compromisso com a sociedade e o meio ambiente, o Grupo contribui positivamente para o mundo e tem como meta alcançar uma logística com zero emissões líquidas até 2050.

Live commerce: Magalu e Kwai atingem 48 milhões de visualizações em espetáculo digital com Ciro Bottini e Viih Tube

Em um momento no qual a disputa pela atenção do consumidor se intensifica no ambiente digital, o Magalu, mais uma vez, demonstra sua capacidade de inovação no varejo brasileiro. Durante a campanha de Liquidação do Dia de Pagamento (também conhecida como PayDay Magalu), a empresa transformou a Galeria Magalu, localizada no coração de São Paulo, dentro do Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em um grande palco de live commerce. A transmissão aconteceu simultaneamente em diferentes plataformas e canais digitais do Magalu e registrou mais de 48 milhões de visitas em menos de duas horas.

A live foi conduzida por dois nomes que representam diferentes gerações de comunicação e influência: o vendedor mais emblemático da televisão brasileira, Ciro Bottini, e a influenciadora digital Viih Tube, fenômeno nas redes sociais. Com uma produção audiovisual que remetia a um programa de entretenimento, o evento apostou em interação em tempo real, demonstrações de produtos e liberação de cupons exclusivos. 

O Kwai for Business, unidade de negócios do app de vídeos curtos, atuou não apenas como plataforma de distribuição da live, mas também como parceiro estratégico na construção e no desenvolvimento da produção do projeto. A direção e o roteiro do projeto ficaram a cargo de Vitor Magno, diretor e especialista em live commerce, responsável por desenvolver a estrutura criativa da transmissão. O formato buscou aproximar a experiência de compra online de um verdadeiro show digital, unindo narrativa, entretenimento e conversão de vendas.

A iniciativa reforça a convergência entre conteúdo e comércio, uma tendência no varejo global. Em mercados como o asiático, o live commerce já movimenta bilhões de dólares e é um dos formatos mais eficientes de conversão de vendas. No Brasil, grandes empresas já começam a investir no modelo como forma de transformar campanhas promocionais em experiências digitais imersivas. Com milhões de acessos em poucas horas, a live do PayDay Magalu evidencia como o varejo está se reinventando em um cenário onde conteúdo, influência, tecnologia e entretenimento passaram a ser elementos centrais na jornada de compra.

Força feminina: 56% dos lojistas digitais no Brasil são mulheres, aponta pesquisa

O empreendedorismo feminino é maioria no varejo digital brasileiro. De acordo com levantamento realizado pela Nuvemshop, maior plataforma de e-commerce do Brasil e da América Latina, 56% dos lojistas online no país são mulheres. Somente nos dois primeiros meses de 2026, elas foram responsáveis pela criação de 31,6 mil novas lojas virtuais, o equivalente a 57,1% do total de novos negócios digitais abertos no período.

O ritmo de abertura de novos empreendimentos digitais é pautado pela consistência mensal. Em janeiro, 16,9 mil lojas foram criadas por mulheres, enquanto no mês de fevereiro – com menos dias e o período de carnaval – totalizou 14,7 mil novas operações em atividade sob liderança feminina.

Para Alejandro Vázquez, cofundador e presidente da Nuvemshop, o avanço feminino está relacionado ao momento de afirmação do modelo de venda direta ao consumidor (D2C) no Brasil. “O D2C reduziu barreiras de entrada e deu mais autonomia para quem quer empreender. Nesse formato, a empreendedora controla margem, preço, comunicação e relacionamento com o cliente. Esse ambiente favorece negócios mais enxutos, orientados a dados e com maior capacidade de adaptação. O protagonismo feminino no digital reflete essa transformação estrutural do varejo”, afirma.

O estudo também identificou concentração relevante em segmentos específicos. Os cinco nichos com maior presença proporcional de mulheres em relação aos homens são materiais de escritório (83,4%), artigos de bem-estar íntimo (82,1%), arte (81,1%), joias (81%) e vestuário (79,4%).

Segundo a empresária e fundadora da Lilo Beachwear, Rafaela Abritta, o empreendimento no e-commerce é relevante pela capacidade de alcance da loja ao consumidor. A marca, que comercializa biquínis, maiôs, saídas de praia, peças outwear, conjuntos coordenados e acessórios, foi fundada em 2018 e atuava no modelo físico até 2023, quando entrou para o e-commerce. “Antes, atingíamos um público micro em Belo Horizonte e região. Depois de estarmos com a plataforma da Nuvemshop, passamos a ter amplitude nacional alcançando consumidores do norte ao sul do país”, diz.

O ticket médio por peça da Lilo Beachwear gira em torno de R$180. Já o ticket médio por compra é de aproximadamente R$350, refletindo o comportamento do consumidor da loja, que costuma adquirir mais de um item por pedido e montar produções completas. Em 2025, a marca faturou R$10,6 milhões – considerando loja física, vendas via WhatsApp e e-commerce. Para 2026, a meta é crescer 10%.

No recorte regional, São Paulo lidera em número absoluto, com 22,5 mil lojistas mulheres e participação feminina de 66,7%. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 5,5 mil empreendedoras (71,4%); Rio de Janeiro, com 5,2 mil (72,3%); Paraná, com 3,3 mil (65,9%); e Santa Catarina, com 3,2 mil (69,4%).

“Um dos fatores que fazem de São Paulo o estado com a maior concentração de lojas no e-commerce é a infraestrutura logística e o alto volume de centros de distribuição. Além disso, há também um volume expressivo de empresas de tecnologia que facilitam a vida das empreendedoras digitais. No modelo D2C, a venda direta permite captura de dados, construção de comunidade e previsibilidade operacional”, conclui Alejandro Vázquez.

Sobre a Nuvemshop

A Nuvemshop é a maior plataforma de e-commerce, em número de lojistas ativos, do Brasil e da América Latina. Com mais de 180 mil lojas, a empresa oferece uma solução completa para empreendedores de todos os portes criarem seu próprio site de vendas, com recursos integrados de catálogo, pagamentos, envios, marketing, inteligência artificial e um ecossistema de mais de 4.000 parceiros — entre eles Google, WhatsApp, Instagram, TikTok, ERPs e hubs de marketplaces. Fundada em 2011, a companhia conta com mais de 1.000 colaboradores distribuídos em escritórios no Brasil, México, Argentina, Colômbia e Chile. Tornou-se unicórnio em 2021 e, desde então, expandiu sua atuação com a aquisição do Ecommerce na Prática (maior escola e comunidade de e-commerce do mundo), da Mandaê (plataforma de logística) e da Perfit (especialista em automação de marketing). Além da plataforma de e-commerce, a Nuvemshop oferece soluções próprias que potencializam os resultados dos lojistas: Nuvem Pago, solução de pagamentos integrada; Nuvem Chat, ferramenta de conversational commerce com IA; Nuvem Envio, solução de logística para e-commerce; e Nuvem Marketing, focada em automação de marketing.

Mês do Consumidor: Inter libera mais de R$ 3 bilhões de crédito e R$30 milhões em cashback para compras em seu marketplace

O Inter abre o Mês do Consumidor 2026 com uma estratégia que amplia o poder de compra e entrega benefícios financeiros para que os clientes aproveitem as melhores oportunidades de forma inteligente e consciente. A instituição vai disponibilizar mais de R$ 3 bilhões em crédito extra ao longo de março, além de R$ 30 milhões em cashback para transações realizadas no Inter Shop, o marketplace do Super App.

A ampliação na oferta de crédito reflete o amadurecimento das operações do Inter. Para efeito de comparação, na última Black Friday a instituição disponibilizou R$ 1 bilhão em limite adicional; agora, para o Mês do Consumidor, esse volume é três vezes maior.

Focado na data, o Inter já acelerou novas concessões e aumentos de limite para mais de 600 mil clientes nos produtos de Cartão de Crédito e Crediário Digital, linha exclusiva para parcelamento de compras sem cartão no Inter Shop, com possibilidade de parcelamento em até 24x, reforçando a proposta de apoiar decisões de consumo mais planejadas e alinhadas às necessidades dos clientes.

A iniciativa também é sustentada por comportamentos identificados entre os clientes no Mês do Consumidor de 2025. No período, smartphones representaram 35% das vendas e TVs, 20%, categorias de maior ticket médio e tradicionalmente associadas a planejamento prévio, monitoramento de preços e busca por melhores condições.

“Percebemos que o cliente está cada vez mais consciente e atento às oportunidades. Ao ampliar o crédito e fortalecer o cashback, queremos apoiar essa postura: comprar bem, economizar e manter o equilíbrio financeiro, sem abrir mão do que é importante”, explica Marcela Zonis, diretora do Inter Shop.

Os dados de 2025 também revelam que o público entre 30 e 40 anos é o mais engajado na data, sendo responsável por 39% das compras. Trata-se de um perfil economicamente ativo e que pode concentrar decisões financeiras mais estruturadas. No mesmo período, 79% das transações foram via cartão de crédito, evidenciando a preferência por meios que favorecem a organização e a previsibilidade do orçamento doméstico.

Atualmente, o ecossistema do Inter Shop conta com um portfólio de 3,5 milhões de produtos e mais de 100 mil marcas. A operação é composta por 150 parceiros no modelo end-to-end, e 300 lojas afiliadas. No segmento de serviços digitais, a plataforma oferece 180 opções de gift cards no Brasil e outros 100 conteúdos disponíveis nos Estados Unidos. Dentro do Inter Shop também é possível adquirir passagens aéreas, hospedagens, acesso à Sala Vip e diversos outros serviços por meio da Inter Travel, a plataforma de viagens do Inter.

Pagsmile anuncia aquisição estratégica da A55 SCD e amplia portfólio de serviços

A A55 SCD passa a integrar o Grupo Pagsmile, que acaba de adquirir uma participação qualificada da A55 SCD de 49%, e está em processo de aquisição de controle, sujeita à aprovação do Banco Central. Nas suas outras linhas de negócio, a fintech A55 continua operando nos ecossistemas de inovação em tecnologia financeira, com cargo chefe na orquestração de pagamentos cross border. 

A aquisição está alinhada à estratégia de crescimento e diversificação da Pagsmile, que consolida um ecossistema financeiro integrado, reunindo pagamentos, crédito estruturado e soluções bancárias sob estrutura regulada. A incorporação da licença de Sociedade de Crédito Direto (SCD) amplia as possibilidades de atuação do grupo no mercado e viabiliza, futuramente, o desenvolvimento de novos produtos de crédito voltados para Pessoa Jurídica, respeitando os prazos e exigências regulatórias. 

Para Marlon Tseng, CEO da Pagsmile, “com a aquisição da A55 SCD, a Pagsmile fortalece seu posicionamento como plataforma financeira completa. Este movimento reforça nossa estratégia de crescimento estruturado e responsável, ampliando nossa atuação no ecossistema financeiro.” O executivo destaca ainda que a companhia segue crescendo em estrutura física, número de colaboradores e inteligência de dados e tecnologia para atender à nova demanda de clientes.

Provas digitais transformam a cobrança empresarial e ampliam a exigência de preservação técnica de mensagens e registros

A digitalização das relações comerciais tem ampliado o peso de mensagens eletrônicas em disputas judiciais. O Conselho Nacional de Justiça instituiu grupo de trabalho para discutir a cadeia de custódia e a preservação da prova digital, enquanto o Superior Tribunal de Justiça já decidiu que registros extraídos sem metodologia técnica adequada podem ser invalidados. O movimento revela a consolidação desse tipo de evidência no contencioso cível, especialmente em ações de cobrança e execução.

Patricia Maia, especialista na estruturação de estratégias de cobrança e proteção de crédito e sócia do Barbosa Maia Advogados, escritório especializado em recuperação de ativos para o mercado de recebíveis, afirma que a estratégia de cobrança empresarial deixou de depender apenas do contrato formal. “A conversa que confirma o parcelamento, o e-mail que reconhece o atraso ou a mensagem que ajusta prazo de pagamento podem fortalecer de forma decisiva a posição do credor”, diz.

A mudança impacta empresas que concedem crédito, securitizadoras, factorings e fundos de investimento em direitos creditórios. O foco passa a incluir a narrativa documental construída ao longo da relação comercial. “Quando a empresa organiza suas interações digitais, ela reduz margem de contestação e aumenta a previsibilidade do resultado judicial”, afirma.

O uso estruturado de provas digitais também traz reflexos operacionais. Ao mapear registros eletrônicos de forma sistemática, a companhia identifica inadimplência com maior rapidez, fortalece negociações extrajudiciais e evita perda de informações relevantes. A especialista ressalta que a informalidade representa risco. “Sem política clara de guarda e sem controle de quem negocia em nome da empresa, a mesma mensagem que ajuda pode comprometer a cobrança”, alerta.

A especialista aponta cinco medidas para estruturar provas digitais e reduzir risco na cobrança empresarial

Antes de adotar medidas práticas, a advogada orienta que a empresa enxergue a prova digital como parte da política de crédito e não como solução emergencial. A organização prévia evita perda probatória, fortalece a posição do credor e reduz custo processual.

  • Padronizar canais de negociação. Definir meios oficiais e orientar equipes a formalizar acordos nesses ambientes conecta segurança jurídica e clareza na comunicação.
  • Garantir identificação das partes. Confirmar dados do devedor nas interações e associar a conversa a contrato ou pedido específico fortalece a vinculação probatória.
  • Preservar integridade técnica. Utilizar ferramentas ou empresas especializadas para extração e armazenamento de mensagens com registro de metadados assegura rastreabilidade.
  • Integrar jurídico e área de crédito. A troca de informações permite que a cobrança seja planejada desde o primeiro sinal de atraso, evitando improviso posterior.
  • Implementar política de guarda documental. Definir prazos, critérios e responsáveis pelo armazenamento de registros eletrônicos reduz risco de extravio e questionamento judicial.

A contratação de empresas especializadas em tecnologia forense ou consultorias jurídicas com experiência em recuperação de ativos exige atenção à metodologia aplicada e à conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados. “A prova digital precisa ser lícita e obtida sem violar direitos. Caso contrário, pode ser desconsiderada e ainda gerar responsabilização”, observa.

A consolidação dessas evidências indica transformação na cobrança empresarial. A formalidade contratual permanece relevante, mas a construção diária da relação comercial, registrada em ambiente digital e preservada com técnica adequada, passou a integrar a estratégia de proteção de caixa e de redução de risco jurídico.

Startup consolida internacionalização após trajetória validada por Sebrae, governo britânico e Google Cloud

Datta Büsiness, startup brasileira especializada em marketing orientado a dados, inteligência artificial e soluções estratégicas para crescimento empresarial, anuncia sua internacionalização para o Reino Unido, consolidando sua presença global após uma trajetória estruturada de aceleração internacional iniciada em 2024 com o Sebrae Minas. A empresa foi selecionada pelo Department for Business and Trade (DBT) para integrar a Missão LATAC durante a London Tech Week, abriu oficialmente sua operação no país. A operação no Reino Unido tem previsão de gerar um crescimento de até 7 vezes o faturamento e está inserida em um plano de expansão europeia com foco apoiar empresas do segmento de RETAIL.

Em 2024, a Datta Büsiness foi uma das 15 empresas finalistas do Programa de Aceleração para Internacionalização do Sebrae Minas, entre centenas de inscritas, e participou de missões internacionais com etapas em Madri, na Espanha, e Lisboa, em Portugal. Foi a única empresa do grupo a dar continuidade efetiva ao processo de internacionalização, o que garantiu sua seleção para a missão seguinte no Reino Unido.

“A internacionalização da Datta é resultado de um processo estruturado, validado por instituições nacionais e globais, e reforça nosso posicionamento como uma empresa orientada por dados, tecnologia e inteligência artificial, preparada para competir em mercados altamente exigentes”, afirma Cintia de Freitas, CEO e fundadora da Datta Büsiness.

O movimento da Datta Büsiness acompanha uma tendência crescente de internacionalização de startups brasileiras de base tecnológica. Segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), o Brasil conta atualmente com mais de 14 mil startups ativas, com aumento da presença em mercados internacionais, especialmente na Europa. Já de acordo com o Sebrae, empresas que passam por programas estruturados de internacionalização apresentam maior potencial de escala global, sobretudo nos setores de tecnologia, dados e serviços digitais.

Nesse contexto, a Datta vem desenvolvendo soluções como Agentes de IAs para recorrência em vendas, IA generativa para produção de conteúdo e atendimento de times comerciais, plataforma DATA ANALYTICS automatizada em tempo real, ou seja, soluções aplicáveis ao mercado Britânico e alinhadas às demandas por automação e eficiência nos processos de marketing e vendas.

A abertura da operação no Reino Unido faz parte de um plano mais amplo de consolidação da Datta Büsiness na Europa, que inclui crescimento em países como Espanha e Portugal também nos próximos anos. No longo prazo, a empresa busca gerar impacto no mercado internacional incluindo Estados Unidos e México, posicionando-se como um elo estratégico entre Brasil, Europa e América do Norte. “Nosso objetivo é construir uma operação internacional sólida, sustentável e capaz de gerar valor real para empresas que buscam crescimento orientado por dados e inteligência artificial”, conclui Cintia de Freitas.

Sobre o Google for Startups Cloud Program

O Google Cloud é a plataforma de computação em nuvem do Google, utilizada por algumas das maiores empresas e startups do mundo para armazenamento de dados, processamento em larga escala, inteligência artificial, segurança e escalabilidade de negócios, oferecendo infraestrutura global de alta performance e confiabilidade. Ao integrar o Google for Startups Cloud Program, a Datta Büsiness passa a ter acesso a até US$ 350 mil em créditos do Google Cloud, além de mentorias e suporte técnico especializado, fortalecendo sua atuação orientada a dados, inovação tecnológica e estratégia de expansão e internacionalização.

Quatro em cada dez CEOs de Varejo e Consumo no Brasil passaram a competir em novos setores nos últimos cinco anos

O setor de varejo e consumo no Brasil demonstra que está em alinhamento com o movimento de reconfiguração econômica global. Nos últimos cinco anos, 42% das empresas do setor passaram a competir em novos setores, como rotas adjacentes de expansão. Os dados estão no recorte setorial da 29ª edição da Global CEO Survey, pesquisa que ouviu mais de 4.400 líderes empresariais de 95 países, incluindo o Brasil.

Esse movimento está alinhado com a reconfiguração econômica global (42%). Embora expressivo, o percentual das empresas de Varejo e Consumo ainda está abaixo da média brasileira geral (51%), indicando que o setor pode estar adotando inovações de forma mais seletiva.

“A fronteira entre indústrias está desaparecendo. Quando 4 em cada 10 dos CEOs do setor afirmam que passaram a abrir novas avenidas de crescimento, observamos que o varejo vem se transformando em um ecossistema ainda mais diversificado”, explica Luciana Medeiros, sócia e líder de Varejo e Consumo da PwC Brasil.

O movimento de reinvenção dos negócios também está alinhado aos temores e ameaças apontados pelos CEOs do setor. Para 42% dos executivos no Brasil a falta de mão de obra, a inflação e a instabilidade macroeconômica seguem como principais preocupações. Em seguida, aparecem os riscos cibernéticos e a disrupção tecnológica, ambos com 30%, reforçando a prioridade sobre a continuidade operacional.

Tensão no Ar

O estudo mostra o ambiente de cautela no setor de varejo e consumo no Brasil, quando revela um recuo de 51% para 39% na confiança dos executivos em relação ao crescimento de receita das próprias empesas nos próximos doze meses. No horizonte de três anos, o comportamento é mais estável. A confiança dos executivos do setor de varejo e consumo cresce gradualmente, de 47% em 2024 para 49% em 2025 e 48% em 2026, mantendo-se em faixa relativamente constante.

Também chama a atenção a forma como a agenda dos líderes do setor de varejo e consumo no Brasil está nesse momento orientada ao curto prazo, com parcela majoritária do tempo (62%) dedicada a temas com horizonte inferior a um ano. A proporção é superior à média nacional (57%). De acordo com Luciana Medeiros, esta concentração reflete um cenário de curto prazo desafiador e tende a estreitar o espaço para discussões mais estratégicas do médio e longo prazo, ainda que o setor mantenha uma presença relevante desses temas menos imediatos .

Impactos da IA

A Inteligência Artificial (IA) também atravessa um estágio de consolidação na indústria de Varejo e Consumo. Enquanto 34% das empresas do setor registraram aumento de receita atribuído ao uso de IA nos últimos 12 meses, a maioria das empresas ainda considera o impacto pequeno, seja em custos (55%) ou em receitas (66%). Um sinal, segundo Luciana Medeiros, de que o setor ainda passa por um estágio de adaptação à nova tecnologia, tendência que pode se consolidar nos próximos anos.

Em comparação com o conjunto das indústrias no Brasil, o setor apresenta um padrão bastante alinhado, sugerindo que a adoção de IA segue uma trajetória semelhante à da média nacional.

Inovação e confiança

A inovação de negócios e de tecnologia no setor de varejo e consumo aparece como um eixo estratégico relevante, mas com sinais de execução ainda seletivos. Pouco mais da metade dos líderes a enxerga como componente crítico da estratégia, um percentual próximo à média brasileira, o que indica alinhamento conceitual sobre sua importância, ainda que a tradução desse consenso em práticas mais amplas seja desigual.

A pesquisa também aponta que a incorporação de riscos climáticos à tomada de decisão ainda é concentrada em poucos processos. A área de cadeia de suprimentos e compras é o setor que mais se destaca, onde 30% das empresas possuem processos definidos para avaliar riscos climáticos, superando a média Brasil (18%).
Em contrapartida com a questão climática o teste rápido de novas ideias com clientes ou usuários finais ainda é baixa (18%), inferior à média nacional de 28%.

“O varejo sente o impacto climático diretamente na gôndola e na entrega, o que explica por que o setor lidera a média nacional na gestão de riscos climáticos na cadeia de suprimentos. No entanto, a reinvenção completa exige mais: precisamos levar essa maturidade operacional para a mesa de investimentos, onde a integração de critérios climáticos na alocação de capital ainda é incipiente”, finaliza Luciana Medeiros.

Agentic Commerce: por que o varejo deve se preparar para essa tendência?

O varejo sempre foi uma indústria de etapas. Do momento em que um consumidor sente uma necessidade até o clique final no botão “comprar”, existe uma jornada repleta de filtros, comparações de preço, dúvidas sobre frete e, muitas vezes, desistências causadas por fricções desnecessárias. Quanto a isso, a NRF 2026 deixou um recado: descoberta, transação e relacionamento estão virando processos mediados por Agentic Commerce. 

O conceito trata-se da evolução da jornada de compras no e-commerce mediada pela Inteligência Artificial. Isso significa que, atualmente, a tecnologia sai do papel de uma simples assistente que responde e passa a ser a agente que executa. Durante o encontro em Nova York, essa tendência foi descrita como uma mudança da compra que era, até então, guiada por filtros, para interações orientadas por intenção, tendo o agente de IA como auxiliador direto. 

E, quanto a isso, o Agentic Commerce traz uma grande provocação: como a marca irá se posicionar quando o cliente não for um humano navegando por um layout atrativo, mas um algoritmo buscando dados estruturados? 

Para o varejista, o desafio deixa de ser puramente estético e passa a ser, mais do que nunca, operacional e de dados. Se o catálogo de produtos tem atributos inconsistentes, o agente de IA simplesmente ignorará aquela opção. Ou seja, no mundo agêntico, a “verdade do dado” é a única moeda de troca. 

Entretanto, mesmo sendo esta a próxima grande revolução para o varejo digital, o mercado ainda não trata essa autonomia total como consenso. Há, naturalmente, uma resistência cultural, marcada pelo fato de que muitos gestores temem perder o controle sobre a jornada da marca ou o contato direto com o consumidor. 

Contudo, é preciso enfatizar que o foco do setor deve ser a redução da fricção. O consumidor moderno está exausto de microdecisões. Sendo assim, delegar compras recorrentes ou a busca por itens específicos para um agente de IA não é perder o cliente, mas ganhar a sua lealdade pela conveniência. 

Para que isso funcione, as etapas devem atender a um cronograma rigoroso. Afinal, não há como implementar o Agentic Commerce sobre uma base de dados desorganizada. Deste modo, é necessário que o sistema de gestão esteja integrado com as regras de negócio e com informações de estoque em tempo real, bem como as demais áreas como, por exemplo, contas a pagar e receber, precisam conversar entre si sem ruídos. 

Embora falar sobre uma tendência tenha um tom futurístico, o Agentic Commerce não se trata de previsão, mas de uma realidade. Na NRF 2026, o Google apresentou o Universal Commerce Protocol (UCP) como um padrão aberto para viabilizar compras de ponta a ponta a partir de superfícies de IA (como o AI Mode na Busca e o app Gemini). Além disso, a empresa também mostrou o Agent Payments Protocol (AP2), que permite que agentes de IA façam pagamentos seguros pelos usuários. 

A pergunta que fica para os líderes do varejo não é se essa tecnologia será adotada, mas se a infraestrutura atual é capaz de suportar uma transação que acontece em segundos, sem intervenção humana. Hoje, o futuro do e-commerce é menos sobre navegação e mais sobre intenção. Por isso, aqueles que tratarem seus dados com o mesmo zelo que tratam suas vitrines serão os novos líderes desse mercado invisível, mas onipresente. 

Tailan Oliveira é CRO da ALFA. 

Startups: Liderança feminina está presente em 255 empresas no portfólio da Bossa Invest

O avanço do empreendedorismo feminino tem redesenhado o ecossistema global de inovação e de startups. Hoje, as mulheres representam quase metade das pessoas que iniciam novos negócios no mundo, refletindo uma mudança estrutural na dinâmica empresarial. No Brasil, esse movimento também ganha escala. Estima-se que mais de 10 milhões de mulheres estejam à frente de empresas no país, número que cresce de forma consistente ao longo dos últimos anos. No universo das startups, o avanço ainda enfrenta barreiras históricas de acesso a capital, mas já mostra sinais claros de transformação. Empresas fundadas ou cofundadas por mulheres representam cerca de 20% das startups em operação, e o número de rodadas de investimento envolvendo lideranças femininas tem aumentado gradualmente, sobretudo em áreas como tecnologia, saúde, educação e serviços digitais. Ao mesmo tempo, estudos de performance indicam que startups com mulheres no time fundador tendem a apresentar maior eficiência na gestão de capital e crescimento sustentável, fator que tem ampliado o interesse de investidores por negócios liderados por empreendedoras. Esse cenário tem impulsionado redes de investimento, programas de aceleração e comunidades de inovação focadas em ampliar a presença feminina no empreendedorismo de alto impacto.

À medida que mais mulheres assumem posições de liderança na criação de empresas inovadoras, cresce o interesse de investidores por negócios fundados ou liderados por empreendedoras, ampliando a diversidade de ideias, modelos de gestão e soluções tecnológicas no ecossistema de inovação. Esse movimento já pode ser observado em diferentes portfólios de investimento no Brasil. O avanço da presença feminina no empreendedorismo também começa a ganhar espaço dentro do mercado de venture capital. À medida que mais mulheres assumem posições de liderança na criação de empresas inovadoras, cresce o interesse de investidores por negócios fundados ou liderados por empreendedoras, ampliando a diversidade de ideias, modelos de gestão e soluções tecnológicas no ecossistema de inovação. Para Paulo Tomazela, CEO da Bossa Invest, essa mudança já aparece de forma concreta dentro do próprio ecossistema de investimentos. “Hoje temos 255 startups do portfólio da Bossa Invest fundadas ou lideradas por mulheres, o que mostra como o empreendedorismo feminino tem avançado também no universo das startups. Quando ampliamos a diversidade dentro do ecossistema, ampliamos também a capacidade de resolver problemas reais da sociedade. Startups lideradas por mulheres trazem novas perspectivas de gestão, de mercado e de desenvolvimento de produtos. Esse movimento fortalece o ecossistema e cria empresas mais resilientes e inovadoras”, afirma.

crescimento da presença feminina no ecossistema de inovação tem provocado uma mudança gradual na forma como investidores avaliam oportunidades de negócio. Startups fundadas ou lideradas por mulheres vêm ganhando maior visibilidade e demonstrando capacidade de escalar modelos de negócio em diferentes setores. Esse movimento contribui para ampliar a diversidade de soluções no mercado e fortalece um ambiente de inovação mais dinâmico, no qual diferentes perspectivas de gestão e desenvolvimento de produtos passam a ter espaço dentro do universo das startups. “O empreendedorismo feminino tem mostrado uma capacidade consistente de geração de valor. Cada vez mais vemos mulheres criando empresas escaláveis, estruturando modelos de negócio sólidos e resolvendo problemas relevantes da economia real. Essas fundadoras costumam trazer uma visão muito estratégica de gestão, de construção de equipe e de desenvolvimento de produtos. Quando o ecossistema passa a apoiar mais mulheres empreendedoras, ele não apenas amplia a diversidade, mas também fortalece a qualidade das soluções que chegam ao mercado. Investir em fundadoras é investir em inovação, em crescimento sustentável e em um ambiente empresarial mais equilibrado e competitivo”, completa Claudia Rosa, Investidora da Bossa Invest.