O Pix por biometria completou um ano de operação. Nesses 12 meses, a modalidade — que permite ao consumidor autorizar a transação sem sair do site ou aplicativo — tem convertido em média 95% dos pagamentos no checkout do varejo digital, contra cerca de 75% do Pix Copia-e-Cola. A diferença de 20 pontos percentuais começa a redesenhar a lógica de pagamentos do varejo digital no país, onde o abandono de carrinho supera 80%.
Na prática, o consumidor escolhe Pix no checkout, autentica com a digital ou o rosto no próprio celular e o pagamento é confirmado. Não precisa abrir o app do banco, copiar código nem alternar entre telas. A autenticação usa o padrão FIDO2, o mesmo de grandes plataformas globais de pagamento, e mantém as credenciais no dispositivo do usuário.
O modelo é operado por iniciadores de transação de pagamento (ITPs), instituições autorizadas pelo Banco Central que conectam o checkout do e-commerce diretamente à conta bancária do consumidor via infraestrutura regulada do Open Finance.
“Quando o pagamento é autenticado com biometria no dispositivo, a validação de identidade é mais forte. Isso reduz os falsos positivos na análise antifraude — compras legítimas barradas por excesso de cautela. Você aumenta a aprovação sem abrir mão da segurança. É isso que leva a conversão a 95%”, comenta Gustavo Bresler, CPO e co-fundador do Iniciador.
O próximo padrão de pagamento do e-commerce
A modalidade está ganhando espaço no cenário do varejo digital. O Pix levou dois anos — de 2020 a 2022 — para sair de presença marginal no e-commerce e se consolidar como o segundo meio de pagamento mais popular. Em 2025, o Pix respondeu por 42% das compras online no Brasil, superando os cartões de crédito (41%) pela primeira vez, segundo dados da PCMI analisados pelo EBANX. A projeção é de 50% até 2028.
A tendência é que o mesmo ocorra com o Pix por biometria e pagamentos facilitados pelo Open Finance, com 2025 marcando o início desse movimento — a iniciação de pagamentos, especificamente, movimentou mais de R$15 bilhões no ano passado.
“O Pix por biometria passou da fase de experimentação. Grandes plataformas de delivery, varejistas digitais e fintechs de pagamento já operam com a jornada sem redirecionamento em produção. O precedente do próprio Pix mostra que, quando a infraestrutura está pronta e os primeiros grandes players validam, a escala vem mais rápido do que o mercado antecipa”, opina Bresler.
A mesma infraestrutura que viabiliza o Pix por biometria no checkout online já opera no mundo físico: por meio da Jornada Sem Redirecionamento (JSR) do Open Finance, carteiras digitais iniciam pagamentos Pix por aproximação em maquininhas POS. Dados do Dashboard do Cidadão do Open Finance mostram que o Google Pay já conectou mais de 6 milhões de contas habilitadas para a modalidade.
Com dados de conversão validados, presença nos maiores varejistas digitais e expansão para o ponto de venda físico, a tendência é que o Pix por biometria se espalhe pelos checkouts na mesma velocidade com que o Copia e Cola se tornou padrão.


