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Novo modelo de negócio para agências de marketing permite acelerar crescimento em 2,3 vezes

O mercado está mudando, e rápido. Ele está mais competitivo, com margens cada vez mais apertadas, grande oferta de produtos, logística nacional mais eficiente e preços pressionados por um consumidor mais informado e exigente. Tudo acontece ao mesmo tempo e tem como um dos motores principais a tecnologia.

Do outro lado, o marketing também passa por uma transformação, com clientes que buscam escala operacional e previsibilidade de receita, as agências entram em 2026 repensando o próprio modelo de negócios. 

Agora, além de criar e executar campanhas, passaram a oferecer operação contínua de relacionamento, atendimento e vendas, apoiadas por plataformas conversacionais que integram central de atendimento, CRM baseado em conversas, automação e agentes de IA com supervisor, transformando o atendimento em infraestrutura de crescimento. 

Quem indica essa mudança é o especialista Guilherme Rocha, fundador e CEO da HelenaCRM, empresa mineira que integra CRM via WhatsApp, e processou 1,5 bilhão de mensagens em 2025. “Agências estão se reposicionando como operadoras de crescimento, responsáveis por gerir relacionamento com consumidores, dados comerciais, vendas e fluxos de comunicação em múltiplos canais”.

Segundo Rocha, as agências perceberam que existe uma grande oportunidade de construir receita recorrente ao assumir a operação de relacionamento com o cliente final das marcas. “Elas passaram a operar oferecendo soluções completas de atendimento e relacionamento, ocupando, assim, uma função estrutural dentro das empresas clientes, se tornando responsáveis por indicadores como conversão, retenção e satisfação do consumidor, métricas diretamente ligadas ao faturamento”.

Um dos principais diferenciais está no modelo de entrega. O especialista explica que as soluções oferecidas aos clientes levam a própria marca da agência, por meio de estruturas white label, formato no qual a tecnologia é desenvolvida por um fornecedor especializado, mas pode ser personalizada comercializada como se fosse uma solução da própria agência.

De acordo com a consultoria Amra and Elma LLC, agências que adotam esse modelo white label chegam a crescer até 2,3 vezes mais rápido e operam com margens até 20% superiores, além de registrar ganhos consistentes em retenção de clientes e expansão da receita recorrente. 

Em benchmarks práticos citados pela Amra, parceiros que ampliaram sua oferta com soluções white label viram a receita mensal evoluir de cerca de US$ 45 mil para mais de US$ 180 mil, acompanhada por um aumento expressivo no número de contas ativas atendidas nesse formato.

“A solução permite a ampliação rápida de portfólio com uma identidade própria, com um formato que combina serviços mensais, consultoria estratégica e tecnologia embarcada, uma lógica próxima à dos softwares corporativos oferecidos como serviço”, explica o CEO. 

Benchmarks do setor indicam que agências maduras e escaláveis buscam estruturar entre 60% e 80% de sua receita em contratos contínuos, o que aumenta a previsibilidade financeira, facilita o planejamento de equipes e fortalece a fidelização de clientes.

“Isso sinaliza uma mudança estrutural no setor, quando as agências deixam de atuar apenas como fornecedoras de projetos pontuais e se reposicionam como operadoras de crescimento, responsáveis por gerir relacionamento com consumidores, dados comerciais e fluxos de comunicação em múltiplos canais”, reforça Guilherme Rocha.

Segundo especialista da Helena, o novo momento do marketing global integra atendimento, automação, agentes de IA e CRM conversacional em um único ecossistema, sem que as empresas precisem desenvolver tecnologia própria do zero.

“Diferentemente dos chatbots tradicionais, essas estruturas combinam inteligência artificial, histórico de clientes, dados de compra e fluxos supervisionados por gestores humanos, permitindo que a agência acompanhe a jornada do consumidor em tempo real e faça ajustes contínuos nas estratégias de comunicação”.

Essa transformação já pode ser vista em agências que decidiram mudar sua base tecnológica. A experiência da agência Tete à Tete ilustra essa mudança de posicionamento. 

Parceiro white label da HelenaCRM há quase três anos, o empresário Régis Maciel conta que a decisão de migrar para a plataforma, no fim de 2023, foi motivada por uma busca por estabilidade e segurança operacional.

“Já chegamos a operar com duas e até três licenças white label simultaneamente, tentando garantir estabilidade. Mas eu precisava de uma ferramenta que me desse segurança para vender aos nossos clientes e realmente gerar diferencial no mercado. A Helena nos trouxe previsibilidade. A consistência da plataforma e um suporte mais próximo foram decisivos para concentrarmos 100% da operação na HelenaCRM”, conta Maciel.

Hoje, a Tete à Tete estruturou duas marcas próprias sobre a tecnologia da plataforma: o Frédy, voltada a agências de turismo, e a Duda, direcionada a clínicas odontológicas, médicas e estéticas. A operação é integralmente baseada em automação de vendas com inteligência artificial.

O impacto financeiro foi rápido. De acordo com Maciel, a empresa iniciou 2023 com faturamento mensal em torno de R$ 18 mil e encerrou 2025 com faturamento anual superior a R$ 1 milhão, operando exclusivamente com a tecnologia da HelenaCRM. “Hoje a gente não trabalha com social media nem com tráfego. Só com automação de vendas através de inteligência artificial, usando a HelenaCRM como única ferramenta, e isso trouxe tranquilidade para crescer”, afirma.

Para o executivo da HelenaCRM, “esse caso ilustra uma tendência mais ampla, em que plataformas de relacionamento estão se tornando ativos centrais nos portfólios das agências, criando contratos mensais, ampliando o lifetime value dos clientes e reduzindo a dependência de projetos sazonais”.

Rocha destaca que, à medida que 2026 avança, o setor de marketing se reposiciona em torno de três pilares: tecnologia própria via white label; operação contínua de relacionamento com consumidores e monetização baseada em recorrência. “Nesse modelo, a criatividade das campanhas passa a ser sustentada por infraestrutura, dados e processos, elementos que transformam agências em verdadeiros hubs de negócios para as marcas que atendem”, conclui.

Esse mercado se mostra positivo. Segundo levantamento da Business Research Insights (2026), o segmento global de agências de marketing digital foi avaliado em US$ 151,7 bilhões em 2023, com projeção de alcançar US$ 395,24 bilhões até 2032, impulsionado pela digitalização das relações comerciais, pela automação e pelo uso de dados nas estratégias de comunicação.

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