A logística ainda é um setor com pouca participação feminina no Brasil. Segundo estimativas do Ministério do Trabalho, as mulheres representam 17% do total dos profissionais do setor. A participação é ainda menor em cargos executivos e de liderança.
Apesar do cenário desafiador, o avanço da agenda ESG e a crescente complexidade das cadeias globais vêm acelerando a discussão sobre diversidade como fator estratégico. Estudo da McKinsey identificou que empresas com diversidade de gênero nos conselhos e em equipes executivas têm maior probabilidade de desempenho financeiro superior.
Na CHEP, líder global em soluções para a cadeia de suprimentos, a presença feminina em posições estratégicas é uma realidade e está conectada diretamente à performance operacional e à agenda de sustentabilidade.
Emanuela Mascarenhas, Gerente Sênior de Supply Chain da CHEP Brasil, é uma delas. A executiva está há um ano e meio na empresa e tem atuado em projetos que geram resultados concretos e contribuem para metas ambientais. Por meio de iniciativas voltadas à disponibilidade de paletes, previsibilidade operacional e redução de movimentações emergenciais, a profissional se dedica a aperfeiçoar as soluções da empresa. “Sustentabilidade e eficiência são agendas paralelas e complementares. Quando melhoramos previsibilidade, reduzimos desperdício e otimizamos fluxos, gerando impacto ambiental positivo como consequência de uma operação mais inteligente”, explica Emanuela.
Outra liderança de destaque na empresa é Paula Rocha, Gerente de Soluções de Varejo da CHEP Brasil. Há 10 anos na companhia com passagem por cargos importantes da operação até alcançar a posição atual, a executiva avalia que as cadeias logísticas estão cada vez mais pressionadas e essa complexidade crescente exige integração real entre áreas e parceiros, recaindo ainda na importância da diversidade.
“A pressão por eficiência, resiliência e metas de descarbonização faz com que as decisões estratégicas precisem equilibrar custo, risco, serviço e impacto ambiental. Quando temos mais diversidade na tomada de decisão, ampliamos nosso olhar e encontramos mais respostas para antecipar riscos, integrar parceiros e inovar de forma consistente”, afirma Paula.
A diversidade em cargos executivos fortalece uma visão integrada, contribuindo para a construção de soluções colaborativas e inovadoras, mediação entre áreas e qualidade na tomada de decisão. A presença feminina em posições estratégicas no supply chain ainda representa ganho competitivo e maturidade de gestão.
Empresas que integrarem diversidade à estratégia central estão mais preparadas para responder a um mercado que exige eficiência aliada à responsabilidade ambiental e social.


