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Visa apresenta novos serviços para modernizar o processo de resolução de disputas

A Visa (NYSE: V), líder global em pagamentos digitais, anunciou seis novas ferramentas de resolução de disputas, desenvolvidas para reduzir a perda de bilhões de dólares a cada ano em razão de processos ineficientes e obsoletos. O portfólio ampliado de serviços de resolução de disputas busca ajudar estabelecimentos comerciais e instituições financeiras a reduzirem custos administrativos, diminuírem os prejuízos com fraude e realocarem esses recursos para crescer, inovar e melhorar a experiência do cliente.

As disputas continuam sendo um dos pontos de fricção mais persistentes no comércio, elevando os custos dos estabelecimentos comerciais e das instituições financeiras, causando frustração e dúvidas nos consumidores. Em 2025, a Visa processou 106 milhões de disputas mundialmente, número recorde que representa um aumento de 35% desde 2019.

“A gestão de disputas está deixando de ser uma atividade administrativa para se tornar uma prioridade estratégica, impulsionada pelo aumento dos volumes, do rigor regulatório e da pressão para preservar a experiência do cliente”, disse Sam Abadir, diretor de pesquisa, risco, conformidade e crimes financeiros da IDC Financial Insights. “As instituições que continuam gerenciando disputas por meio de processos fragmentados e manuais estão abrindo mão de receitas irrecuperáveis, e absorvendo custos que os fluxos de trabalho modernos poderiam eliminar”.

Por exemplo, no dia a dia, uma ação aparentemente simples pode escalar rapidamente. Alguns consumidores podem contestar uma cobrança porque não reconhecem o nome da empresa, sem saber que se trata do nome oficial da filial onde fizeram a compra. Outros podem contestar cobranças vinculadas a uma assinatura difícil de cancelar. Por trás de cada caso, há processos que consomem tempo e dinheiro dos bancos e dos estabelecimentos comerciais. Hoje, porém, é possível reduzir esses esforços usando ferramentas modernas que agilizam e automatizam processos, agilizando a resposta e agregando clareza a todos os atores.

Ferramentas novas e aprimoradas de resolução de disputas para estabelecimentos comerciais

  • Resolução eficiente de disputas: Dispute Resolution Network otimiza a gestão prévia da disputa para que os estabelecimentos comerciais evitem que um caso escale e se transforme em disputa, acelerando a resolução e reduzindo a carga operacional. O piloto já está disponível, e a implementação geral está prevista para o final de 2026.
  • Recuperação de receita impulsionada por IA: Dispute Recovery Manager automatiza a resposta dos estabelecimentos comerciais aos pedidos de estorno, gerenciando disputas com respostas baseadas em inteligência artificial generativa (GenAI, na sigla em inglês) e fornecendo uma pontuação preditiva da probabilidade de sucesso para maximizar a recuperação. O piloto será expandido até o final de 2026.
  • Prevenção proativa de disputas: Order Insight ajuda a prevenir disputas desnecessárias ao mostrar detalhes das transações e esclarecer dúvidas sobre cobranças legítimas. Com a atualização de abril de 2026, os estabelecimentos comerciais poderão utilizar a solução Compelling Evidence 3.0 dentro de Order Insight para compartilhar evidências com os bancos sobre transações suspeitas, filtrando os casos com baixa probabilidade de avançar no processo.

Ferramentas novas e aprimoradas de resolução de disputas para emissores e credenciadores

  • Empoderamento de agentes: Dispute Intelligence é movida por modelos preditivos de IA e auxilia na análise de cada caso com uma visão abrangente da rede. Os agentes utilizam dados globais de transações e disputas da Visa para tomar decisões mais informadas. Já disponível de forma geral.
  • Revisão otimizada: Dispute Doc Analyzer utiliza IA para eliminar a revisão manual de documentos nas respostas pré-arbitragem dos analistas dos emissores. A ferramenta analisa anexos e resume e estrutura os principais dados, ajudando a reduzir tarefas manuais demoradas e a aumentar a eficiência das tomadas de decisão. Já disponível de forma geral. Para os credenciadores, Doc Analyzer permite que o questionário de resposta a disputas seja preenchido em segundos em nome dos seus estabelecimentos comerciais. A ferramenta estará disponível para os credenciadores no final de abril.
  • Plataforma de disputas impulsionada por IA: Visa Dispute Case Manager incorpora funcionalidades de IA para unificar fluxos de trabalho em uma plataforma centralizada que gerencia disputas em várias redes de cartão, do recebimento à resolução. Disponibilidade geral na América do Norte em 2026.

“As disputas geram pressão em cada parte do ecossistema de pagamentos, frustrando os consumidores e aumentando os custos e a complexidade para os estabelecimentos comerciais e as instituições financeiras”, disse Leonardo Collado, líder de serviços de valor agregado, Visa América Latina e Caribe. “Quando a tecnologia obsoleta não consegue acompanhar o ritmo das fraudes, elas passam despercebidas. Nosso portfólio ampliado de serviços de disputa oferece aos usuários a visibilidade que eles precisam para focar no que mais importa: atender os clientes, lançar novos produtos e expandir seu negócio”.

Shopee e Flamengo lançam segunda camisa exclusiva após recorde de vendas na plataforma

Shopee e o Clube de Regatas do Flamengo anunciam mais um produto em parceria, a nova Camisa Flamengo & Shopee 2026. Após o sucesso da linha comemorativa de 130 anos, que ultrapassou milhares de unidades vendidas e se tornou o item rubro-negro mais vendido na Shopee, as marcas lançam, no dia 16 de abril, mais uma camisa para o torcedor, com venda exclusiva no marketplace.

Na esteira das colaborações entre marcas, a iniciativa conecta a magnitude da maior torcida do mundo ao alcance e à inovação de um e-commerce acessado mensalmente por mais de um terço da população brasileira, com a peça disponível no preço promocional de lançamento por R$ 99,89, com cupom ou R$ 92,40 para pagamentos via Pix.

A nova camisa traz como diferencial um item licenciado de alta qualidade a um custo acessível ao torcedor, com a proposta de oferecer produtos cada vez mais alinhados às expectativas da torcida. A peça também se inspira em um marco histórico do clube, ao se tornar o primeiro brasileiro a conquistar o tetracampeonato do principal torneio da América, em novembro de 2025. Esse feito é representado pelas quatro estrelas nas costas da camisa, acompanhadas dos anos das conquistas (1981, 2019, 2022 e 2025), agregando valor simbólico e reforçando a identidade da coleção.

“A parceria entre Shopee e Flamengo vem sendo construída de forma consistente e já demonstra, na prática, como o e-commerce pode aproximar os torcedores de seus clubes. Os resultados observados em campanhas recentes reforçam o potencial de iniciativas que unem conveniência, acesso e experiências relevantes dentro da plataforma”, afirma Felipe Piringer, diretor de marketing da Shopee.

O lançamento destaca o momento positivo ao integrar-se a um ecossistema que valoriza alcance nacional e uma experiência completa para o torcedor, desde o primeiro contato até a finalização da compra. Esse movimento também se reflete no comportamento do público: as buscas pelo termo “Flamengo” cresceram 30% na plataforma após o início do patrocínio.

Histórico da Parceria

Os números das ativações de 2025 também comprovam esse avanço. Na campanha da data dupla 2.2, com cupons estampados nas camisas dos jogadores, mais de 220 mil cupons foram resgatados. Já na promoção de 1 ano de Shopee Grátis assinada pelo Flamengo, realizada em dezembro, foram 42 mil cupons resgatados, reforçando o alto nível de engajamento da torcida com iniciativas digitais.

Além disso, os dados de 2025 mostram a força da presença nacional do Flamengo dentro da plataforma. O Rio de Janeiro lidera o ranking de estados com maior volume de vendas e compras de itens do clube, seguido por Minas Gerais e São Paulo. Na sequência, aparecem Espírito Santo e Santa Catarina, mostrando que o interesse da torcida rubro-negra por produtos do time também está presente em diferentes regiões do país.

“Os números falam por si só e mostram o potencial da parceria entre Flamengo e Shopee. O lançamento de mais essa camisa exclusiva deixa claro onde está o nosso foco: ouvir e atender o torcedor rubro-negro que está espalhado por todo o Brasil com o apoio de parceiros estratégicos.”, destaca Marcos Senna, diretor comercial do Flamengo.

A união entre Shopee e Flamengo simboliza um cenário em que tecnologia, engajamento e a paixão pelo futebol caminham juntos para impulsionar soluções mais modernas, acessíveis e conectadas ao comportamento do público.

Serviço 

Produto: Camisa Flamengo & Shopee 2026
Data de lançamento: 16 de abril
Preço: R$ 99,89 (com cupom Pix: R$ 92,40)
Onde comprar: Link

VTEX coloca inteligência artificial no centro do e-commerce e anuncia nova era do comércio digital

A VTEX (NYSE: VTEX), empresa global líder em soluções de comércio digital, anuncia uma nova fase para o varejo digital ao redesenhar sua plataforma integrando a inteligência artificial em todas as suas frentes, da operação à experiência do cliente e à geração de receita. A evolução foi apresentada durante o VTEX DAY, como parte do VTEX Vision 2026, principal momento do ano em que a companhia revela sua visão de futuro.

Mais do que lançar novas soluções, a VTEX reposiciona o papel da tecnologia no comércio: a inteligência artificial deixa de ser uma camada adicional e passa a ser a base de toda a operação de marcas e varejistas. Na prática, isso significa uma mudança estrutural de um modelo centrado em tarefas manuais, para uma gestão orientada a resultados, estratégia e crescimento.

Durante o evento, a empresa apresentou um portfólio integrado que reorganiza o funcionamento do comércio digital a partir de três frentes: o VTEX Commerce Platform (gestão do comércio), o VTEX CX Platform (experiência do cliente), e o VTEX Ads Platform (monetização). As soluções atuam de forma orquestrada para simplificar operações complexas, aumentar a produtividade dos times envolvidos e gerar impacto direto em receita e margem.

“A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta e passou a ser o coração da operação”, diz Geraldo Thomaz, fundador e co-CEO da VTEX. “Nosso objetivo é que cada interação, cada decisão e cada fluxo seja otimizado automaticamente, liberando os times para atividades estratégicas e oferecendo uma experiência mais ágil e personalizada para o cliente”, completa.

No campo operacional, o VTEX AI Workspace, o primeiro sistema operacional de comércio nativo em IA, redefine a forma como empresas gerenciam o e-commerce. A plataforma passa a operar de maneira conversacional, incorporando uma camada de agentes autônomos e especializados — em catálogo, promoções, busca e operações —, permitindo que decisões e análises sejam feitas em linguagem natural, enquanto agentes de IA executam tarefas, identificam oportunidades de forma proativa, implementam otimizações e automatizam fluxos – conectando operação e estratégia em tempo real.
 

Na experiência do cliente, o VTEX CX Platform marca uma ruptura com os modelos tradicionais de atendimento. Em vez de chatbots isolados, a solução utiliza múltiplos agentes de IA que atuam de forma independente e coordenada ao longo de toda a jornada, da descoberta à compra e ao pós-venda. Como principal entrega de inovação, o novo webchat interativo transforma o agente em um consultor proativo, com consciência de contexto em tempo real, capaz de interpretar as páginas navegadas, adaptar sua abordagem e interagir diretamente com a experiência. Esses agentes compreendem a intenção, apoiam decisões de compra e resolvem demandas de forma autônoma, além de conduzir ativamente o consumidor pelo funil, com navegação assistida, interações multimodais (voz e texto) e respostas gerativas contextualizadas nas páginas de produtos. O resultado são interações mais fluidas, eficientes e personalizadas, com impacto direto na conversão e na percepção de valor da marca.

Esse avanço se conecta diretamente ao movimento mais amplo liderado pela VTEX no campo do agentic commerce. Durante o VTEX Day, a empresa anunciou o suporte ao Universal Commerce Protocol (UCP) e uma parceria com o Google, que habilita vendas via Gemini e Google AI Mode. Nesse novo paradigma, assistentes de inteligência artificial deixam de apenas apoiar a navegação e passam a executar compras de forma autônoma em nome dos consumidores, transformando a jornada, que antes começava em sites ou aplicativos, em uma experiência que pode se iniciar e se concluir dentro de uma única interação conversacional.

Já na monetização, o VTEX Ads Platform amplia o papel do e-commerce como canal de receita, permitindo que varejistas transformem seus ambientes digitais em ativos de mídia, com novas fontes de receita e aumento de margens. A solução não se limita apenas a varejistas da base VTEX. Com o uso de IA, o anunciante recebe suporte para definição de planos de mídia, alocação de investimento, geração de criativos e otimizações automáticas de performance.

A novidade é uma experiência de gestão de campanha com IA para retail media. Em vez de processos manuais e fragmentados, o usuário passa a contar com um agente de IA que interpreta briefings, estrutura campanhas, apoia criação e ajuste de criativos, validações e otimização contínua, criando um fluxo ponta a ponta mais simples, rápido e eficiente.

Essa nova arquitetura reforça a atuação da VTEX de ponta a ponta no comércio digital, conectando experiência do cliente, eficiência operacional e aumento de margens. Com inteligência artificial aplicada, a companhia impulsiona eficiência, receita e geração de valor de forma coordenada.

“Com o VTEX Vision 2026, estamos transformando inteligência artificial em resultados tangíveis, capacitando empresas a converter complexidade operacional em vantagem competitiva e crescimento mensurável. A próxima geração do comércio será definida por quem consegue unir estratégia, execução e IA em toda a jornada, e nós estamos liderando isso”, afirma Mariano Gomide de Faria, fundador e Co-CEO da VTEX.

Com uma única infraestrutura que integra operações digitais B2B e B2C, experiência do cliente e retail media, a VTEX reforça seu posicionamento como plataforma que não apenas acompanha, mas redefine a forma como o comércio digital é operado, agora com a inteligência artificial no centro de tudo.

Sankhya anuncia 11ª aquisição e amplia o portfólio da plataforma EIP

A Sankhya, uma das principais fornecedoras de soluções em gestão do Brasil, anuncia a aquisição da Magis5, solução que centraliza e automatiza a gestão de produtos, pedidos e clientes em mais de 60 integrações nos principais marketplaces e lojas virtuais. Essa é a 11ª empresa a compor a plataforma da Sankhya, que conecta dados, pessoas e tecnologias, oferecendo uma gestão preditiva, colaborativa e completa.

“Estamos nos preparando para um grande salto de crescimento e a Magis5 tem um papel importante nesse processo e com o perfil exatamente que buscamos: uma grande sinergia com a nossa cultura, um robusto portfólio de serviços e tecnologia de ponta e atuação em um mercado extremamente pujante, que é o ecommerce. A solução da Magis5 se encaixa na jornada integrada que estamos construindo, o que chamamos de ‘jornada feliz’, ampliando a entrega de valor aos clientes e prospects.”, comenta Felipe Calixto, CEO da Sankhya.

A Magis5 é um hub que otimiza todos os fluxos do varejo online em sites como Mercado Livre, Amazon, Magalu e Shopee, unificando a gestão de vendas, estoque, emissão de notas e expedição. Com cerca de 110 funcionários, a empresa gerou mais de 100 milhões de pedidos de clientes, que superaram os R$10 bilhões transacionados pela plataforma em 2025.

“É uma honra poder fazer parte do Ecossistema Sankhya. Continuamos com total autonomia no nosso negócio, mas conseguimos explorar soluções e recursos que não temos hoje. O portfólio da Sankhya permitirá um crescimento exponencial no ritmo acelerado de uma startup. Estamos prontos e preparados para isso”, comemoram Claudio Dias e Vitor Lima, fundadores da Magis5.

A investida fará uma integração nativa com os principais produtos da Sankhya, desde o produto core do ERP ao TMS (Lincros), ASIS (Gestão tributária), Ploomes (CRM) e Flowbiz (Automação de Marketing). A Sankhya ainda conta com a Vixting (Saúde Ocupacional), Espresso (Despesas Corporativas), PontoTel (Controle de ponto), Mindsight (Gestão de Talentos), Neppo (Atendimento Automatizado) e Meetime (Sales Engagement).

A Sankhya deve investir mais de R$200 milhões em novas aquisições, sempre buscando trazer empresas complementares ao seu negócio.

“Além do crescimento orgânico, fusões e aquisições são um pilar central da estratégia de expansão da Sankhya, que multiplicou sua receita recorrente mensal em mais de oito vezes nos últimos cinco anos. Agora, com IA, Deploy e novas soluções, o objetivo é acelerar ainda mais esse crescimento”, afirma André Britto, CFO da Sankhya.

Para mais informações, acesse o site da Sankhya.

Um em cada quatro brasileiros não tem cartão de crédito, aponta Serasa Experian

Mesmo sendo o principal meio de pagamento do país, o cartão de crédito ainda não está presente para toda a população brasileira: 24,9% não possuem o produto, enquanto 25% têm apenas um cartão. Por outro lado, metade dos consumidores (50,1%) já concentra dois ou mais. Os dados são do “1º Anuário Mosaic Insights” da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. Lançado em março de 2026, o estudo analisa o comportamento do consumidor a partir de perfis que combinam renda, estabilidade financeira e momento de vida.

Criado pela área de Marketing Solutions da companhia, o estudo também mostra que, no e-commerce, 74,87% das transações via cartão estão concentradas entre grandes bancos (privados e públicos) e bancos digitais, estes últimos já respondendo por pouco mais de 25% das compras online. Confira o detalhamento no gráfico a seguir:

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O recorte indica uma mudança relevante na dinâmica competitiva do setor, com crescimento dos bancos digitais no momento do pagamento, mas mantém relevância dos grandes bancos, que concentram metade das transações online.

“Cartão de crédito não é só meio de pagamento: ele é infraestrutura de consumo. Quando o acesso não é homogêneo e o mercado de emissores se reorganiza, a estratégia de conversão também precisa mudar”, afirma a CMO e Vice-Presidente de Marketing Solutions da Serasa Experian, Giovana Giroto. “Uma parcela ainda enfrenta barreiras de entrada: ter instrumento, limite e aprovação. Outra já está em uma lógica de escolha entre emissores, benefícios e experiência de checkout. Isso muda atrito, taxa de aprovação e até o que deve ser enfatizado na oferta”, completa.

Além de evidenciar a expansão dos bancos digitais no checkout, o anuário da datatech reforça que o cartão segue como principal meio de consumo online. Segundo Giroto, o desafio para as marcas não é apenas acompanhar mudanças no cenário de crédito, mas transformá-las em ação ao longo da jornada: identificar perfis com maior chance de aprovação, ajustar parcelamento e comunicação à capacidade de pagamento e reduzir fricções no momento da compra. “Quando a oferta conversa com a realidade financeira do consumidor, a marca não só preserva conversão e ticket médio, como torna o investimento em mídia mais eficiente. Por isso, combinar dados, clareza de condições e desenho de jornada no checkout deixa de ser detalhe operacional e passa a ser alavanca de resultado”, analisa a executiva da datatech. 

Planejamento financeiro segue concentrado

Esse retrato de acesso também conversa com outra leitura do estudo: planejamento financeiro de longo prazo permanece concentrado. O Mosaic Insights aponta que apenas 15% da população tem alta propensão a produtos de investimento, o que sinaliza que, para grande parte do país, o consumo ainda é orientado ao “mês a mês”, principalmente por restrição de previsibilidade. O anuário também registra baixa propensão da população brasileira à previdência privada (9,6%) e maior aderência a seguro saúde (24,6%), frequentemente percebido como necessidade básica no país.

“Quando apenas uma parcela consegue operar no longo prazo, a conversa sobre consumo muda. Em muitos casos, a decisão não é ‘quero ou não quero’, é ‘eu consigo sustentar?’”, declara Giovana. “Isso vale para produto, parcelamento e principalmente para desenho de jornada: reduzir fricção, dar clareza e calibrar compromisso ao contexto do público”, completa.

Relatório da Criteo: IA acelera a jornada de descoberta, mas decisão final acontece nos sites dos varejistas

A Inteligência Artificial (IA) está acelerando a jornada do consumidor da descoberta dos produtos até a intenção de compra, mas a etapa final ainda ocorre, em sua maioria, nos sites de varejistas e marcas. De acordo com o novo estudo Commerce & AI Trend report da Criteo, plataforma global de inteligência de comércio, mais de 70% dos usuários direcionados por assistentes de compras baseados em IA agora chegam diretamente às páginas de produtos, mostrando que os consumidores estão entrando na jornada decompra em estágios mais avançados do funil.À medida que os assistentes de IA se tornam mais integrados às experiências de compra, movimento frequentemente descrito como a ascensão do comércio agêntico, a confiança, catálogos de produtos precisos e first-party data continuam sendofatores essenciais para determinar onde os consumidores efetivamente concluem suas compras.

O estudo entrevistou seis mil consumidores nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Japão e Coreia do Sul, entre os meses de janeiro e fevereiro de 2026, para entender como ferramentas baseadas em IA estão remodelando o comportamento decompra.

IA está transformando a descoberta, não substituindo os varejistas

O relatório Commerce & AI Trend reportsugere que, embora a IA esteja transformando a forma como as pessoas encontram produtos, comparam opções e tomam decisões, ela atua como uma assistente. A compra ainda ocorre principalmente nos sites de varejistas e de marcas confiáveis,devido a preocupações relacionadas à privacidade e à desinformação.“Mais de 70% dos consumidores direcionados por IA agora chegam diretamente às páginas de produtos, em comparação com 50% no ano passado”, afirmou Tiago Cardoso, diretor geral da Criteo para a América Latina. “Os consumidores chegam com umaintenção de compra mais forte, o que torna ainda mais importante que as marcas e os varejistas garantam que os dados dos produtos estejam precisos e atualizados.”Pelo menos 39% dos usuários utilizam IA para descobrir novos produtos e 38% para encontrar ofertas. Além disso, 55% dos consumidores globais são extremamente cautelosos ao compartilhar informações relacionadas a pagamentos com assistentes de IA.

“À medida que as ferramentas de IA pré-filtram as opções, os consumidores chegam com uma intenção mais clara. Isso significa que páginas dos produtos e dados de catálogo precisos estão se tornando mais importantes do que a navegaçãotradicional pela homepage”, explica.

Privacidade importa, mas confiança importa ainda maisA privacidade aparece como uma das principais preocupações (46%) nas compras assistidas por IA, especialmente no que diz respeito a dados pessoais ou localização (57%) e informações de pagamento (55%). Ainda assim, muitos consumidores (52%) estãodispostos a compartilhar informações dependendo do contexto.Com a multiplicação de conteúdos falsos ou enganosos, assim como de players de baixa qualidade, a confiança, a autoridade e a reputação de marca tornam-se fatores decisivos para os consumidores. Ao todo, 52% dos participantes afirmaram temerserem enganados por conteúdos falsos ou enviesados.

“À medida que ocomércio agêntico evolui, as preocupações dos consumidores estarão cada vez mais concentradas em confiança e segurança. Os consumidores querem saber que as informações que veem são precisas e que seus dados e métodosde pagamento estão protegidos. Com o tempo, podemos ver novos sinais de confiança, como selos de verificação ou indicadores de autenticidade, se tornarem parte da experiência de compra”, diz o executivo.

Consumidores querem descoberta, não apenas personalização

Os consumidores buscam varejistas, marcas e assistentes de IA que consigam surpreendê-los com descobertas intencionais e curadoria com intervenção humana. Ao todo, 56% dos entrevistados gostariam que as recomendações de produtos sugerissem opçõesalém das correspondências exatas ao que procuraram. A relevância precisa evoluir de “personalização perfeita” para uma “serendipidade algorítmica”.

A hiperpersonalização pode reduzir a descoberta. Como consequência, é possível que os consumidores queiram alternar seus assistentes para diferentes modos de exploração, como “Desafie meu estilo” ou “Maximalista”, que intencionalmenteignoram dados anteriores para ampliar horizontes.

Assistentes de IA estão impulsionando tráfego de maior intenção

As ferramentas de IA estão impulsionando o comércio online ao utilizar novos formatos de entrada (voz, imagem e busca conversacional) para reduzir barreiras. O tráfego gerado por assistentes de IA para os varejistas é de alta qualidade, com maiorengajamento. Dados da Criteo nos Estados Unidos indicam que visitas impulsionadas por IA têm taxas de conversão 1,5 vez maiores do que outros canais, confirmando a alta intenção desses usuários.

“O sucesso, cada vez mais, não dependerá da visibilidade em feeds ou resultados de busca, mas sim da clareza com que uma marca é compreendida pelos sistemas de IA”, conclui Tiago Cardoso.

Aproximou, pagou: Samsung Wallet expande cobertura para pagamento via Pix por aproximação

A Samsung anuncia a chegada do Pix1, por aproximação, à Samsung Wallet a partir desta sexta-feira (17). A integração possibilita que os usuários Galaxy2 realizem pagamentos via Pix por aproximação, de formarápida e segura, removendo etapas comuns como alternar visualizações entre diferentes aplicativos.A novidade busca facilitar o dia a dia dos brasileiros ao integrar o principal método de pagamento do país à experiência centralizada e segura da Samsung Wallet, que também inclui cartões de crédito e débito, chaves e credenciaisdigitais – todos protegidos por bloqueio biométrico e pelo Samsung Knox. Além da agilidade e conveniência, a plataforma mantém os benefícios do programa Samsung Rewards, permitindo que as pessoas acumulem pontos em suascompras.

“O Pix se tornou parte essencial da rotina dos brasileiros. Ao integrá-lo à Samsung Wallet, estamos simplificando o acesso a pagamentos e reunindo, em um único ambiente seguro, funcionalidades que já fazem parte do dia a dia das pessoas”, explicaAlexandre Magno, diretor sênior de produto de Mobile Experience da Samsung Brasil.

A integração do Pix à Samsung Wallet acontecerá de forma gradual, a partir desta sexta-feira (17), até o dia 22 de abril de 2026. É possível usar o Pix na Samsung Wallet com as instituições financeiras integrantes doOpen Finance do Banco Central do Brasil.Como funciona o Pix na Samsung Wallet?Antes de pagar por aproximação via Pix na Samsung Wallet, é necessário vincular uma conta de um banco listado no aplicativo. Para isso:

Após registrar a conta, o usuário da Samsung Wallet pode pagar via Pix das seguintes formas:

Benefícios e facilidades da Samsung WalletA Samsung Wallet é a carteira digital da Samsung que reúne, em um único aplicativo, diferentes funcionalidades do dia a dia, como pagamentos por aproximação via Samsung Pay3, gerenciamento de senhas com o Samsung Pass4 e acessoao Samsung Rewards, programa de benefícios que acumula pontos para até 30 pagamentos por mês. Os pontos acumulados podem ser trocados por descontos e vantagens em canais oficiais da marca e de parceiros.A solução permite armazenar cartões de crédito e débito, cartões de fidelidade, ingressos, chaves digitais no smartphone e, agora, vincular contas bancárias para pagamento via Pix, tudo com conveniência e praticidade.A experiência da Samsung Wallet é protegida pela plataforma de segurança Samsung Knox, que utiliza múltiplas camadas de proteção, incluindo criptografia e autenticação biométrica.Ação especial de lançamento no Samsung Rewards

Imagem meramente ilustrativa

Para celebrar a chegada do Pix à Samsung Wallet, os usuários que fizerem uma transação de qualquer valor utilizando a funcionalidade durante o período inicial de lançamento – de 22 de abril a 02 de maio de 2026 – receberão um cupom exclusivo paraadquirir produtos com desconto no programa Samsung Rewards.

Com ele, será possível adquirir a Bateria Carregador Portátil 3x USB-C 20.000 mAh Super Rápida de 45W, de R$ 449 por R$ 189 no Pix; ou um Galaxy Buds Core, de R$ 349 por R$ 259, também no Pix. O cupom será entregue via notificação e estarádisponível na área de “Cupons” da Samsung Wallet. É possível adquirir os dois produtos em conjunto ou separadamente, e o desconto é aplicado uma única vez por cupom.

Para mais informações sobre o Samsung Rewards, consulte o link.

Como participar da ação de lançamento do Pix na Samsung Wallet?

Para mais informações, visite a Samsung Newsroom Brasil ou Samsung.com/br.1 Consulte condições de uso, limites e funcionalidades em samsung.com/br/apps/samsung-wallet. A Samsung não é uma instituição financeira, utilizando o Banco Itaú como Iniciador de Transações de Pagamentos (ITP) no âmbito do Open Finance. Pode haver limitação na informação visualizada diretamente na Samsung Wallet sobre asoperações de Pix, em caso de dúvida, consulte diretamente o aplicativo da sua instituição financeira.2 Compatível com Galaxy S26 Series, Galaxy S25 Series, S 25 Slim, S25 FE, S24 Series, S24 FE, S23 Series, S23 FE, S22 Series, S21 Series, S21 FE, S20 Series, S20 FE, S20 FE 5G, Galaxy S10, S10e, S10 Lite, Galaxy S9 Series, Galaxy Z Fold5,Z Fold4, Z Fold3, Z Fold2, Z Fold, Z Flip7, Z Flip7 FE, Z Flip6, Z Flip5, Z Flip4 5G, Z Flip3 5G, Z Flip, Galaxy A Series, Galaxy M Series, Galaxy Note20 Series, Galaxy Note10 Series, Galaxy Note9. Para mais informações sobre compatibilidade emodelos suportados, consulte o link: samsung.com/br/support/apps-services/saiba-mais-sobre-a-samsung-wallet.3 O Samsung Pay é compatível com a maioria dos terminais de pagamento, permitindo que os usuários façam pagamentos com um smartphone (via Pix, crédito ou débito) ou smartwatch (crédito e débito) compatível da Samsung em qualquerlugar que aceite pagamentos com cartão usando a tecnologia NFC e Pix. Verifique os dispositivos compatíveis, bem como mais detalhes em: samsung.com/br/apps/samsung-wallet/faq.4 A disponibilidade da Samsung Wallet e do Samsung Pass e de seus recursos pode variar de acordo com o país/região, o modelo do dispositivo, a operadora e a versão do firmware e estão sujeitos a alterações.

Tray acelera ofensiva para atrair novos lojistas e ganhar escala na nova fase do e-commerce

A Tray, plataforma de e-commerce da LWSA, mira a expansão da base e acelera a entrada de novos empreendedores no e-commerce. Para sustentar esse crescimento, a empresa intensifica investimentos em tecnologia, integração e capacitação,com foco em negócios em estágio inicial ou em fase de escala. Ao mesmo tempo, mantém sua atuação junto a operações mais maduras, incluindo varejistas físicos em processo de digitalização e médias empresas com estruturas mais complexas.

A estratégia combina diferentes frentes. Campanhas de aquisição, uso de inteligência artificial e iniciativas de formação profissional sustentam o avanço da companhia em um mercado cada vez mais competitivo.

No ambiente digital, a Tray aposta em conteúdos com lojistas e influenciadores que compartilham experiências com a plataforma, evidenciando a facilidade de entrada e crescimento no e-commerce. “São histórias reais de empreendedores que encontraram na Tray umaforma de estruturar e escalar seus negócios”, afirma Thiago Mazeto, diretor da Tray.

IA e capacitação como vetores de entrada

A incorporação de inteligência artificial é outro pilar dessa estratégia. Segundo Mazeto, a tecnologia vem sendo aplicada para simplificar e, em alguns casos, automatizar etapas críticas da jornada do empreendedor.

Os recursos atuam desde a configuração inicial da loja até a organização do catálogo e a geração de conteúdo, reduzindo o tempo de entrada, minimizando erros operacionais e acelerando o início das vendas.

Em paralelo, a empresa reforça sua frente educacional com a Escola de E-commerce, que oferece trilhas gratuitas voltadas tanto para iniciantes quanto para lojistas em operação. Os conteúdos cobrem toda a jornada do varejo digital, incluindo criação de loja,precificação, estratégias promocionais, logística e gestão multicanal.

Ecossistema integrado e multicanal

A empresa também ancora seu plano de avanço com a oferta de uma estrutura completa para lojistas em todas as fases do negócio, ou seja, desde quem está começando e quer escalar até quem está com o negócio em crescimento. As integrações nativas com marketplacese outras soluções como logística e meios de pagamento integram esse racional.

“Ao oferecermos todas soluções em único ambiente, permitimos ao empreendedor reduzir a dependência de outras ferramentas, muitas vezes adicionadas por meio da aquisição de aplicativos, que geram custos adicionais, cenário comum em plataformas internacionais,que tornam a operação mais complexa e reduz margem do lojista”, explica Mazeto.

Exemplos de integrações realizadas pela plataforma estão as iniciativas com Temu, em meados do ano passado. Outra iniciativa foi a integração com o TikTok Shop que movimentou, apenas em janeiro deste ano,  R$4 milhões em GMV transacionados por lojistas queutilizam a Tray. “Social commerce é uma das formas de entrada para quem quer começar a vender online e reforço para quem já vende e quer crescer. O empreendedor de hoje está em múltiplos canais, marketplaces, redes sociais ou loja própria, e com uma plataformacompleta, consegue operar e fazer seu negócio crescer.

Atualmente, a Tray reúne mais de 600 funcionalidades nativas, conexões com mais de 30 marketplaces e integração com mais de mil sistemas de ERP, permitindo a gestão centralizada de diferentes canais de venda.

Crescimento de 4.500% em vendas no TikTok Shop: como começar a vender pela plataforma

Há números que param o mercado, e há aqueles que redefinem completamente a forma como se enxerga uma oportunidade de negócio. Quando o TikTok Shop chegou ao Brasil, em maio de 2025, a plataforma viu seu volume de vendas disparar 4.500% em apenas três meses, saltando de US$1 milhão para US$46,1 milhões em agosto, segundo a Tabcut. Para efeito de comparação, o valor já representava 2% das vendas do Mercado Livre no país, líder do mercado online brasileiro, com mais de 40% de participação.

Mas para quem está do outro lado do balcão, o pequeno empreendedor, o produtor local ou o criador de conteúdo que quer transformar seguidores em clientes, essa revolução tem um significado muito mais prático: nunca houve um momento tão acessível para começar a vender. 

O TikTok Shop representa uma mudança de paradigma no comportamento de compra. Diferentemente dos marketplaces tradicionais, onde o consumidor busca ativamente por um produto (o chamado “puxar”), o TikTok opera pela lógica do “empurrar”: o algoritmo entrega conteúdo para quem não estava procurando, desperta o desejo e finaliza a compra sem que o usuário precise sair do aplicativo. É o chamado “social commerce” ou “descobrir, confiar, comprar” em uma única sessão.

Em escala global, o fenômeno reforça seu impacto: em 2025, o TikTok Shop atingiu 4 bilhões de consumidores ativos e um GMV próximo de US$100 bilhões, consolidando-se como o quinto maior marketplace do mundo. Para 2026, as projeções do banco de investimentos Flywheel apontam para um GMV de US$87 bilhões, um salto de 56% em relação ao ano anterior .

Mas o que esse tsunami de números significa para quem quer começar do zero? Significa que a janela de oportunidade está aberta, mas exige método. 

Para o iniciante, a estratégia mais inteligente é começar pequeno e pensar em escala gradual. Não adianta cadastrar centenas de produtos de uma vez. O segredo está em selecionar de cinco a dez itens com forte apelo visual e capacidade de demonstração rápida, aqueles que podem ser mostrados em 15 segundos resolvendo um problema óbvio . “O erro mais comum de quem estreia no TikTok Shop é tratar a plataforma como um depósito de anúncios. Na verdade, ela é um canal de entretenimento que vende produtos. Quem entende isso, produz conteúdo que as pessoas querem ver, não apenas empurra mercadorias”, afirma Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da Simplic, fintech de crédito pessoal online.

A dinâmica de conversão no TikTok desafia as métricas tradicionais do e-commerce. Enquanto as lojas virtuais convencionais operam com taxas de conversão entre 2% e 4%, estima-se que os usuários do TikTok convertam entre 8% e 12% . Isso acontece porque a decisão de compra é emocional e imediata. O consumidor vê o produto em uso, confia na demonstração e finaliza a compra sem atritos. Dessa forma, mesmo para quem não domina a arte da produção de vídeos virais, há espaço para crescer, desde que se entenda a lógica do jogo.

Como começar?

Primeiro vem a estruturação: criar uma conta no TikTok Seller Center, configurar os métodos de pagamento e entender as políticas de frete e devolução. Em segundo lugar é a curadoria de produtos: selecionar itens que tenham “capacidade de expressão por conteúdo”, ou seja, que possam ser demonstrados de forma clara e atraente em vídeo. Por fim, a criação de conteúdos, buscando maneiras criativas de se destacar, como vídeos de ASMR, ou o uso de determinado produto no dia a dia.

Há, porém, uma camada adicional de planejamento que muitos ignoram. O dinheiro das vendas entra, mas os custos com produção e estoque podem pressionar o fluxo de caixa de quem está começando. “O empreendedor precisa enxergar o negócio de forma completa. Não adianta vender bem se não houver capital de giro para sustentar o crescimento. Muitas vezes, uma linha de crédito bem planejada no início faz toda a diferença para atravessar a curva de aprendizado sem apertos”, complementa Thaíne.

O futuro aponta para uma expansão desse modelo para além do TikTok. O YouTube vem testando e aprimorando suas ferramentas de compras integradas, e a Shopee já estabeleceu parcerias com a plataforma de vídeos para criar funcionalidades de “YouTube Shopping” em mercados como Indonésia, Tailândia e Vietnã. Quem começa hoje no TikTok Shop está desenvolvendo um conjunto de habilidades que será valioso em qualquer plataforma de comércio conversacional que surgir nos próximos anos.

Segundo a especialista, “com a plataforma ainda em expansão e os algoritmos ávidos por novos conteúdos, oferece uma rara combinação de baixa barreira de entrada e alto potencial de retorno. Para quem está disposto a testar, medir e ajustar e, principalmente, entender que vender no TikTok é antes de tudo entreter, o cenário é altamente positivo”.

70% dos internautas já compraram na Shopee, mas Mercado Livre fatura mais que o dobro por transação

No Brasil, a disputa pelo comércio digital ocorre em ritmos e estratégias bastante diferentes entre os principais players do mercado. Dados da consultoria Klavi mostram que, enquanto a Shopee conquista amplitude, o Mercado Livre aposta na profundidadedo relacionamento com seus clientes.

A Shopee já alcançou 70% dos internautas brasileiros, um número que evidencia sua capacidade de penetração massiva. O principal trunfo da plataforma é a escala: campanhas agressivas de marketing, frete grátis e preços competitivos atraemconsumidores em busca de ofertas. No entanto, essa estratégia tem um limite. O valor médio por transação é de apenas R$ 84, refletindo compras menores e, em muitos casos, impulsivas.

O Mercado Livre, por outro lado, segue um caminho distinto. Seu tíquete médio chega a R$ 209, mais que o dobro do registrado pela concorrente, e 25% da clientela compra exclusivamente na plataforma. Isso indica uma base mais fiel e um ecossistema queconsegue monetizar melhor cada interação, com produtos de maior valor agregado e serviços complementares, como o Mercado Pago e o envio prioritário.

O contraste entre as estratégias evidencia uma questão central para o mercado digital brasileiro: alcance massivo versus fidelização qualificada. Enquanto a Shopee busca volume e rápida penetração, o Mercado Livre aposta na retenção e namaximização do valor por cliente. A diferença nos modelos também mostra que as métricas de sucesso variam. Para a Shopee, o crescimento da base de usuários e a frequência de compras são indicadores-chave. Para o Mercado Livre, o foco está nalealdade, no tíquete médio e na recorrência.
Hygor Roque, Head of Revenue da Divibank,avalia que o cenário abre espaço para diferentes estratégias, mas impõe desafios claros. “A Shopee precisa transformar alcance em receita consistente, evitando que o baixo tíquete médio comprometa a rentabilidade. Já o Mercado Livre enfrenta odesafio de crescer sem diluir a fidelidade, mantendo o equilíbrio entre expansão e experiência do cliente”, afirma.

No fim, a disputa entre Shopee e Mercado Livre reflete tendências mais amplas do e-commerce brasileiro: a necessidade de equilibrar escala, valor médio por compra e relacionamento com o consumidor. O mercado, ainda em expansão, tende a beneficiar quemconseguir combinar massa crítica com profundidade estratégica.