O Great Place To Work®, principal referência mundial em cultura organizacional, lança o estudo “Mulheres na Liderança” que revela panorama sobre a presença feminina em diferentes setores econômicos. O setor de saúde lidera em participação feminina em posições de liderança no quadro geral com 63% e também apresenta o maior percentual de mulheres CEOs (19%). Na outra ponta, o agronegócio registrou, em 2025, a menor representatividade feminina no quadro geral (23%) e o menor percentual de mulheres CEOs (9%), no entanto, foi o setor que mais avançou na participação de mulheres em cargos de alta liderança, saindo de 14% em 2022 para 24% em 2025.
O setor de tecnologia da informação ocupa a segunda posição em mulheres como CEOs, passando de 7% em 2022 para 16% em 2025. No entanto, foi o segmento que registrou a maior queda na participação feminina no quadro geral, recuando de 43% em 2022 para 39% em 2025, apesar de leve recuperação em relação a 2024, quando o índice era de 38%.
A indústria apresentou, em 2025, a menor participação de mulheres em cargos de alta liderança (21%), embora o número de mulheres na empresa, de forma geral, tenha aumentado de 27% em 2022 para 31%, em 2025. O varejo lidera o indicador, com 28% de mulheres na alta liderança. Já o ranking de instituições financeiras registrou a maior queda na presença feminina na alta liderança, passando de 48% em 2022 para 27% em 2025.
Em relação à média liderança, o setor de tecnologia registrou crescimento expressivo da participação feminina, passando de 13% em 2022 para 37% em 2025. Já o varejo e instituições financeiras apresentaram as maiores quedas nesse nível hierárquico, com recuo de cinco pontos percentuais cada.
“A ascensão de mulheres à liderança está diretamente ligada à cultura organizacional. Empresas que promovem flexibilidade, ampliam licenças parentais e envolvem lideranças masculinas nas discussões de gênero criam um ambiente mais favorável para que elas avancem na carreira. Embora alguns setores apresentem crescimento na alta liderança, a baixa representatividade feminina no quadro geral ainda revela um desafio estrutural: é preciso ampliar o acesso e garantir a permanência desde a base para formar um pipeline consistente de lideranças”, destaca Daniela Diniz, diretora de comunicação e relações institucionais do GPTW.
As Melhores Empresas para Trabalhar costumam se destacar por práticas estruturadas voltadas à equidade e à ascensão de mulheres em cargos de liderança. “O que observamos é que, nas organizações mais maduras, a equidade deixou de ser apenas uma agenda reputacional e passou a integrar a estratégia do negócio”, completa a executiva.
Metodologia
O estudo Mulheres na Liderança foi feito a partir da análise dos dados demográficos dos rankings setoriais das melhores empresas para trabalhar entre 2022 e 2025.


