O Brasil está cada vez mais próximo de assumir a liderança definitiva do mercado de games na América Latina. A combinação entre consumo interno robusto, investimentos estratégicos e amadurecimento do ecossistema de desenvolvimento tem colocado o país em posição de destaque no cenário regional. É isso que avalia Thiago Tieri, Gerente de Marketing da ADATA, uma das principais fabricantes mundiais de memória DRAM e de dispositivos de estado sólido (SSDs).
Segundo Tieri, o Brasil tornou-se um grande protagonista na cadeia de valor da indústria de games, tanto em receita quanto em desenvolvimento. O especialista aponta 3 sinais de que o Brasil está se tornando referência no mercado de games na América Latina.
- Concentração histórica de receita na região
Segundo a PwC, o Brasil é, desde 2021, o país latino que mais se destaca no mercado de games. Está entre os cinco maiores mercados consumidores de games (Abragames), sustentando um consumo massivo e diversificado. “O setor de jogos online já movimenta cifras bilionárias anualmente, consolidando os games como um dos pilares da economia criativa nacional. Essa combinação de base consumidora robusta e crescimento em segmentos estratégicos coloca o Brasil no centro das atenções da indústria latino-americana”, complementa o executivo.
- Sede de grandes iniciativas e polo de investimentos
O Brasil também se destaca como palco de eventos globais e programas de incentivo que fortalecem o desenvolvimento local. Um exemplo é o “Indie Games Fund”, anunciado por uma gigante da tecnologia em 2024. A iniciativa destina US$ 2 milhões anuais (cerca de R$ 11 milhões) para apoiar desenvolvedores e estúdios independentes da América Latina, estimulando que esses talentos permaneçam na região e fortaleçam o ecossistema local. O investimento representa a consolidação de um setor que avança de forma estruturada, apoiado por políticas públicas, novos modelos de financiamento e programas de capacitação.
Maturação do ecossistema e exportação de propriedade intelectual
O país também deixou de ser apenas um grande consumidor para se tornar exportador de propriedade intelectual. Hoje, o Brasil conta com mais de mil desenvolvedoras ativas e cerca de 12 mil profissionais qualificados atuando no setor, segundo dados de 2025 da Abragames. A produção nacional demonstra que a qualidade técnica dos jogos brasileiros já atende aos padrões exigidos pelo mercado externo.
“Essa maturidade técnica, aliada à criatividade cultural e à diversidade temática, fortalece a marca do Brasil no cenário internacional e amplia as possibilidades de coproduções, parcerias e exportações”, finaliza o Gerente de Marketing.


