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Dia Mundial do Consumidor: pesquisas revelam um público mais cauteloso, digital e orientado por propósito em 2026

Mais cauteloso, mais digital e mais criterioso. É assim que pesquisas vêm desenhando o consumidor de 2026. Segundo a NielsenIQ, em seu relatório global de perspectivas para 2026, cerca de 40% dos consumidores no mundo afirmam estar mais atentos aos gastos, priorizando compras planejadas e avaliando cuidadosamente o custo-benefício antes de decidir. Já a Euromonitor International aponta que o bem-estar integral (físico, mental e emocional), está entre as principais motivações de consumo, enquanto a digitalização consolida jornadas não lineares, com múltiplos pontos de contato antes da conversão. Além disso, no Brasil, um levantamento da PwC Brasil indica que a decisão de compra começa muito antes do checkout, passando por pesquisas online, comparação de preços e avaliações em diferentes canais. Esse conjunto de dados ajuda a explicar o perfil que ganha evidência neste 15 de março, Dia Mundial do Consumidor.

Para o especialista em marketing e estratégia de negócios, Frederico Burlamaqui, não se trata apenas de uma mudança de comportamento, mas de mentalidade. “O consumidor atual é estratégico. Ele coleta informações, consulta reviews, compara preços em tempo real e valida socialmente suas escolhas antes de concluir uma compra. A jornada deixou de ser linear e passou a ser fragmentada em múltiplos micro-momentos. A marca precisa estar preparada para ser relevante em cada um deles”, afirma.

O especialista explica que o avanço da tecnologia é um dos principais vetores dessa transformação, sendo o smartphone o principal hub de pesquisa e compra, integrando redes sociais, marketplaces, buscadores e aplicativos de pagamento. “A expectativa por experiências omnichannel, fluidas entre o ambiente físico e o digital, já não é diferencial competitivo, mas requisito básico. Além disso, cresce a demanda por hiperpersonalização, sendo que o consumidor espera que a marca o reconheça, entenda suas preferências e entregue ofertas contextualizadas. Porém, é importante ressaltar que essa personalização precisa ser transparente e ética, já que o uso inadequado de dados compromete a confiança, que hoje é ativo central”, observa Burlamaqui.

Fatores econômicos são relevantes no Brasil

Ao mesmo tempo, fatores econômicos continuam influenciando fortemente as decisões. No Brasil, dados recentes da Ipsos mostram o país entre os mercados com níveis elevados de confiança do consumidor no início de 2026, impulsionados pela percepção de melhora em emprego e renda. Ainda assim, a racionalidade financeira permanece presente. “Confiança não significa consumo impulsivo. Significa disposição para consumir desde que haja coerência entre preço, proposta de valor e experiência. O brasileiro está mais atento a marcas próprias, promoções estratégicas e meios de pagamento que facilitem o fluxo de caixa, como PIX e parcelamento no crédito”, explica o especialista.

Outro ponto de destaque é a valorização de propósito e autenticidade, com consumidores demonstrando maior sensibilidade a práticas ambientais e sociais e rejeitando discursos vazios, com foco na sustentabilidade prática, integrada ao produto e comprovável. Além disso, pode-se observar um crescimento do interesse por experiências mais analógicas e por conexões reais. “Existe uma fadiga digital. Marcas que promovem comunidade, pertencimento e experiências presenciais ganham relevância emocional. O consumidor não quer apenas transacionar, quer se relacionar”, afirma Burlamaqui.

O especialista reforça que, neste Dia Mundial do Consumidor, o mercado opera sob uma nova lógica competitiva, onde o preço segue sendo variável decisiva, especialmente em um ambiente ainda sensível à renda, mas deixou de ser fator isolado de escolha. Experiência consistente, personalização baseada em dados, confiança construída com transparência e um propósito legítimo e comprovável compõem a nova arquitetura de valor das marcas. “O consumidor não compara apenas preços, ele compara relevância. Ele avalia o que recebe em troca, seja funcional, emocional ou simbólico. Quem compreender que a decisão de compra está ancorada em valor percebido, e não apenas em produto ou promoção, consolida vantagem estratégica sustentável no médio e longo prazo”, conclui o especialista.

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